sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Quem é o anticristo?




Erra, e erra feio quem pensa que o maior inimigo dos evangélicos sejam os ateus. Nem mesmo os céticos, os questionadores, os seus críticos mais ferozes chegam se quer perto de ser o maior inimigo dos crentes. Também pensou errado, quem pensou ser as outras religiões o maior inimigo dos evangélicos.
Sem dúvida, o maior de todos os inimigos, aquele que consegue por em "xeque" os crentes, desacreditando os mesmos, são... nada mais nada menos do que eles próprios!
Isso mesmo que você leu. Os crentes com suas "crentices" acabam sendo seus próprios e maiores caluniadores, pois a "arma" mais destrutiva contra qualquer crença é EXPOR ELA AO RIDÍCULO.
Nisso os crentes (principalmente os pentecostais e neopentecostais) são "mestres" em fazer: fazem da sua própria crença um "circo", um "espetáculo" de "show" de horrores.
Coitados daqueles crentes que são sinceros em suas crenças: Paga literalmente o "mico" por causa dos seus "irmãos" sem noção.
Por isso o "senhor" Google que "sabe" tudo, que é o "Mister M" do conhecimento, é de longe, o mais indicado para nos dizer quem é, afinal, o grande e temível ANTICRISTO, líder das crentices dos crentes. Veja o resultado da pesquisa no google para a palavra "anticristo" na foto abaixo.


Deus não dá a minima pra sua vidinha


Não adianta "chorar" com o que ei de dizer agora: Não, Deus não tem um “plano” para a tua vida, e nem você é especial para Deus, pro Universo, pra Natureza, pra Energia ou seja lá mais o que inventemos – e o Universo, lamento te informar, ele não conspira ao teu favor como mentem descaradamente os gurus da autoajuda - e como (pateticamente) queremos (precisamos?) desesperadamente acreditar.
Inclusive, o cosmo, não somente não esta ao teu lado, como é completamente indiferente a você, aos teus problemas, a tua vida e ao que você faz dela - pode "espernear" a vontade: Nem eu e nem o universo damos a mínima pra seu "chilique" - sim, hoje eu to do "mal"(rsrss).
E ai, vai encarar, mesmo assim a existência? Ou vai fingir que não sabe de nada, que não é com você, e nem que ao menos tem uma leve suspeita ou sensação de que a vida é você por você mesmo?
De que tirando umas quatro ou cinco pessoas no máximo, você não faz diferença alguma pro mundo? Que o mundo inteiro esta completamente alheio a você? De que o mundo não para porque você esta sofrendo? De que não somente não tens importância em vida, como que depois da (tua) morte não haverá lembranças de você, porque os que lembram também, morreram e com elas o teu "nome", história, memória e existência será apagada pra sempre da terra?
Peguei pesado demais agora né? rss mas isso pode ser pavoroso, terrível, (e, é) reconheço, mas pode ser também libertador: Podemos viver a vida sem aquele "peso", sem aquela cobrança obcecada (e infantil) de sucesso, de triunfo. Sem a mania (delirante) de grandeza, que torna o ser humano patético.
Nesse sentido, somente levo a serio os trágicos (gregos) com sua visão trágica (realista?) da vida, do mundo, do ser humano. Prefiro a companhia de um Shakespeare, de um Dostoievski e suas "ácidas" e "indigestas" visões do humano como um animal que se debate em angústia de sua própria finitude, esmagado pelo peso da existência, do que um risível (e infatilizante) livro dos gurus da felicidade.
Mas como eu sou "eu" e você é "você", fique a vontade com suas fantasias, com suas ilusões, com seus delírios de ser especial, de ser escolhido por Deus - ainda que seja pra sofrer miseravelmente -, de se achar importante, que o mundo chorará por sua morte, que se lembrará pra sempre de você.
E os deuses se existirem, são como na clássica e sabia concepção grega: Deuses que no enfado de serem deuses, criou o humano para seu divertimento - como bobós na corte do Olimpo. Que no seus sadismos fez o homem consciente de sua miséria existencial e finitude, em um mundo cheio de sofrimentos.
De fato: Viver não é coisa pra covarde. De uma de duas possibilidades: Ou somos corajosos - dai uma das maiores virtudes para os gregos ser a coragem - escolhendo viver a vida com coragem, mesmo em meio ao sofrimento real ou como possibilidade, ou então, somos ou nos tornamos, seres patéticos que acreditam ter o "rei" na barriga, que nasceu para o sucesso e a felicidade, enriquecendo assim, os gurus da auto-ajuda.

"Eu te amo?"


Quando dizemos “eu te amo”, há quem (ou, o que) realmente amamos? Dito de outra forma: quando declaramos nosso amor, a quem (ou, o que) nos dirigimos?
Lendo Freud (fundador da psicanálise), Nietzsche (filósofo) e Pascal (filósofo cristão), - só “peso pesados” - cheguei alguns possíveis “palpites”, que talvez, desagradem alguns “românticos” de plantão – se estiver amando então, vixi, nem se fala: pode acabar ficando “chateado” comigo.
Primeira possibilidade (baseado em Pascal): amamos nunca a pessoa "em si", sua "essência", por assim dizer – ou como diz alguns: (mentirosos?) o “eu” "interior" da pessoa – mas sim os seus "atributos": "gostosa" – ela me excita; "bonita" – ela me encanta; "carinhosa" e "atenciosa" – ela me cativa; "fiel" e "companheira" – ela ganhou minha confiança e admiração; e assim, podemos (se procurarmos) encontrar mais atributos.
O que fica evidente aqui, no pensamento pascaliano sobre esse aspecto do amor, é que amamos os "atributos" da pessoa, que na maioria das vezes, nos toca, nos afeta, o que segundo Espinosa (outro "peso" "pesado") se dá, por sermos seres movidos por afetos, nos relacionando, em um mundo que constantemente nos afeta – seja causando alegria (aumento da potência de agir), seja nos entristecendo (diminuição da potência de agir).
Segunda possibilidade (baseado em Nietzsche): amamos nunca a pessoa, mas os "sentimentos" de amor, ou seja, não gostamos diretamente da pessoa, mas da sensação agradável, prazerosa que ela nos provoca, sendo assim, gostamos de "gostar", amamos "amar".
Talvez aqui, você possa me perguntar: se é assim, porque não abandonamos a pessoa na primeira irritação ou tristeza que ela nos cause?
Talvez, porque sabemos que foi um episódio isolado de tristeza provocado por nosso amado (ou amada)? Sendo que no fundo, sabemos, esperamos e até acreditamos, que logo ele (ou ela) voltará nos alegrar?
Agora, quando se torna recorrente o desagrado, a tristeza, as brigas, o amor pode acabar – ou na verdade, o que acaba é nossa fonte de amor, que passa a ser fonte de tristeza.
Terceira possibilidade (baseado em Nietzsche): amamos porque acreditamos ou nos relacionamos como se o outro fosse nosso "objeto" de amor, ou seja, por puro egoísmo de podermos chamar de “meu” - "meu" filho; "meu" esposo (ou esposa); "meus" amigos; "meu" namorado (ou namorada); "meu" pai e "minha" mãe e etc.
Amamos então porque é "nosso": "nossa" propriedade, "nosso" objeto - aqui, a palavra "minha conquista", nunca revelou tamanho desejo de "posse".
Quarta, quinta e sexta possibilidades (baseado em Freud): amamos, não o outro, mas aquilo que vemos de nós refletido nele. Complicou? Então “descomplico”: amamos as qualidades que julgamos ter de nós no outro, que no fundo, são as nossas - aqui, não são os "opostos que se atraem", mas os "iguais".
Amamos também (quinta) as qualidades que nós não temos, mas que o outro tem, e que portanto, preenche nossa falta de alguma forma. Exemplo: gostaria de ser muito intelectual, então arrumo um parceiro (ou parceira) intelectual que suprirá este meu desejo, sendo uma espécie de extensão nossa - onde "falhei" em ser, o outro "conseguiu".
E, amamos (sexta) não o outro, mas um ideal que carregamos e projetamos no outro. Na verdade, amamos o ser "idealizado" e "fantasiado" por nós - o problema é que se idealizarmos muito o outro, ele pode (como irá) nos decepcionar, pois entre o ideal que imaginamos e a realidade do ser em "carne e osso" que se apresenta, há um abismo.
Abro um parênteses aqui, pra dizer, que pode ser que haja o amor por carência. Neste caso, seria, talvez, uma espécie de amor “negativo”, marcado principalmente pela falta, pela necessidade de ter alguém, de ficar com alguém, mas não vou aprofundar nele. Apenas cito-o, como possibilidade.
Para terminar: o que todas às definições têm em comum? 
O fato de não amarmos alguém por ser este ser o “alguém”, ou dito de outra forma: não amamos ninguém por “ele mesmo” - por sua causa "própria". Ou seja, amamos (quase) tudo "na" ou "da" pessoa, menos a "pessoa".

E isto, desde o amor por "condições" – amo ele por ser meu filho –, passando por seus "atributos" – amo sua inteligência, seu caráter, sua beleza, sua força, seu poder, suas poses – chegando até por "narcisismo" – amo ele porque vejo nele minha própria imagem (Narciso) refletida.
E ae, com qual amor você tem amado os seus? Será que podemos amar com vários amores várias pessoas? Ou ainda: o tipo (escolha) de amor dependerá de nós? Deixo para tua reflexão, até porque, cansei de pensar (rss) por hoje.

O grande enigma da existência


Um dos grandes enigmas da existência pra mim, é a bondade (ou , o “bem”, se preferirem): existe mesmo, como realidade concreta no mundo ou é apenas uma invenção humana, mera abstração, apenas uma palavra criada em nosso vocabulário?
Acho risível, beirando a uma explicação de “jardim de infância”, dizer, simploriamente, que o mal é pura e simplesmente o contrário do bem, pois tenho a sensação de que o mal, ah, o mal, o conhecemos tão clara, inequívoca e objetivamente, que nos soa até muito familiar – diria eu, familiar até “demais”.
Bastar sair de casa, conversar com um vizinho, ouvir rádio, assistir TV e acessar a internet para ver, de maneira escancarada, todo o mal, que como um vírus, nos contamina, se alastrando pelos quatro cantos da terra, se estendendo até os seres humanos.
Uma prova cabal e corriqueira de maldade é olharmos para uma criança “inocente”, “pura”: nela, a maldade impera em toda sua “crueza” - no sentido, de “crua”, sem a polidez (hipocrisia?) social, na sua ainda “indomável” e “indomesticável”, “natureza” “selvagem”.
Ou seja: a maldade na criança é uma maldade “pura”, sem a sofisticação "maquiavélica" do adulto – a criança não “pensa” nos prós e contras, calculando as vantagens e desvantagens de suas ações, como por exemplo, de não dividir o brinquedo ou lanche com outra criança, como nós adultos.
Comparo o ato de bondade a um ato de heroísmo, de pura coragem: praticar o bem “sem olhar a quem” ou o que receberá em troca, é um verdadeiro gesto sublime de coragem num mundo onde reina a covardia e o mal, onde um, alimenta o outro, e vice-versa.
A bem da verdade, penso, que o verdadeiro e maior milagre em nosso mundo, é o de encontrarmos, e assim, podermos tranquilamente afirmar sem sombra de dúvida, o que é o bem, a bondade, e o amor totalmente desinteressado.
Tanto é, que não há dúvidas de que, quando tal gesto se manifestar diante de nós, saberemos que estamos diante de um daqueles milagres raríssimos em nosso mundo, daqueles momentos únicos, que devem ser eternizados.
Enfim, o mal, este conheço muito bem, tanto dentro como fora de mim, mas agora, o bem, há, este tem sérias dúvidas se existe mesmo.
Como diria o Apostolo Paulo “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço". Por isso, rasgo minha roupa, bato no meu peito, e grito “miserável homem que sou, quem me livrará do corpo dessa morte”.