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sábado, 3 de novembro de 2012

"Dietrich Bonhoeffer" Um exemplo de Pastor Evangélico


Na Galeria dos mártires do século XX da Abadia de Westminster: Madre Elisabeth da Rússia, o Rev. Martin Luther King, o Arcebispo Óscar Romero e o Pastor Dietrich Bonhoeffer.

Nascido em Breslau, 4 de fevereiro de 1906 – Morto em Berlim, 9 de abril de 1945, pelo Nazismo, Bonhoeffer foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência alemã anti-nazista e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazista.

Bonhoeffer envolveu-se na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes do próprio Hitler cometer suicídio.

Nascido em Breslau em 4 de Fevereiro 1906, filho de um psiquiatra de classe média alta. Quando jovem decidiu-se seguir a carreira pastoral na Igreja Luterana, doutorou-se em teologia na Universidade de Berlim e fez um ano de estudos no Union Theological Seminary em Nova York. Retornou a Alemanha em 1931.

Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando em 1934 diversos pastores luteranos e reformados, formaram a Bekennende Kirche, Igreja Confessante, rejeitando desafiadoramente o nazismo:

“Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador.”

Obviamente o movimento foi posto em ilegalidade e em Abril de 1943 foi preso por ajudar judeus a fugirem para a Suíça. Levado de uma prisão para outra, em 9 de Abril de 1945, três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado, junto com seu irmão Klaus, e cunhados Hans von Dohnanyi e Rüdiger Schleicher.

Sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo foi "Discipulado" (Nachfolge) na qual desenvolve a polêmica acerca da teologia da graça, fundamento da obra de Lutero. O livro opõe-se a ênfase dada à "justificação pela graça sem obras da lei", afirmando que:

"A graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torno da graça preciosa que é um tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende tudo que tem (...) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga suas redes e segue (...) o dom pelo qual se tem que orar, a porta a qual se tem que bater."

Destas linhas já se denota o profundo "fazer teológico poético" que tanto caracteriza a obra de Bonhoeffer.

Quando já estava sendo perseguido pelo nazismo, Bonhoeffer escreveu um tratado considerado por muitos uma das maiores obras primas do protestantismo, que denominou simplesmente "Ética". É nesta obra que ele justifica, em parte, seu engajamento na resistência alemã anti-nazista e seu envolvimento na luta contra Adolf Hitler, dizendo que:

“É melhor fazer um mal do que ser mau.”

Suas cartas da prisão são um exemplo de martírio e também um tesouro para a Teologia Cristã do século XX.

No dia 4 de fevereiro de 1906 nascia o pastor e teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer. Pendurar este homem numa forca como inimigo pessoal do Führer foi um dos últimos atos de Hitler, pouco antes de ele mesmo acabar com a sua miserável vida. Mais que o espião ousado e o integrante de um grupo que planejou eliminar o ditador alemão, Bonhoeffer entrou para a história como um ser humano de extraordinária reflexão e fé, mesmo diante da iminência da morte, em 4 de abril de 1945, no campo de concentração de Flossenbürg.

A sua angústia enquanto esperava pelo fim iminente foi traduzida em poesia e lirismo fascinantes. Esta canção, "Von guten Mächten wunderbar geborgen", é o melhor exemplo do que eu digo. Ouça, atentamente, o texto de Bonhoeffer no original. Para os que não entendem de alemão, abaixo uma tentativa de tradução:

    Carta de Bonhoeffer à sua esposa
 
Von guten Mächten wunderbar geborgen Songtext:
Von guten Mächten treu und still umgeben,
behütet und getröstet wunderbar,
so will ich diese Tage mit euch leben,
und mit euch gehen in ein neues Jahr.

Ref:

Von guten Mächten wunderbar geborgen
erwarten wir getrost, was kommen mag.
Gott ist mit uns am Abend und am Morgen
und ganz gewiss an jedem neuen Tag.

Noch will das Alte unsre Herzen quälen,
noch drückt uns böser Tage schwere Last.
Ach, Herr, gib unsern aufgescheuchten Seelen
das Heil, für das Du uns beweitet hast.

Ref:

Und reichst Du uns den schweren Kelch, den bittern
des Leids, gefüllt bis an den höchsten Rand,
so nehmen wir ihn dankbar ohne Zittern
aus Deiner guten und geliebten Hand.

Ref.

Doch willst Du uns noch einmal Freude schenken
an dieser Welt und ihrer Sonne Glanz,
dann wolln wir des Vergangenen gedenken,
und dann gehört Dir unser Leben ganz.

Ref.

Lass warm und still die Kerze heute flammen,
die Du in unsre Dunkelheit gebracht,
führ, wenn es sein kann, wieder uns zusammen.
Wir wissen es, Dein Licht scheint in der Nacht.

Ref.

Wenn sich die Stille nun tief um uns breitet,
so lass uns hören jenen vollen Klang
der Welt, die unsichtbar sich um uns weitet,
all Deiner Kinder hohen Lobgesang.


Tradução


Maravilhosamente protegidos por bons poderes,
consolados, aguardamos o que vier:
Deus está conosco à noite e pela manhã
e com certeza a cada novo dia.

Quando o silêncio se espalhar profundamente ao nosso redor,
permite que possamos ouvir aquele som repleto
do mundo, que de modo invisível se espraia em torno de nós,
do canto de louvor de todos os teus filhos.

E ao nos estenderes o pesado e amargo cálice,
cheio de sofrimento até sua mais alta borda,
nós o tomaremos, agradecidos e sem tremor,
de tua bondosa e amada mão.

Mas, se mais uma vez nos queres presentear alegria
neste mundo e em seu Sol brilhante,
queremos relembrar o que passou
e entregar-te toda a nossa vida.

Cercado de bons poderes em fieldade e quietude,
protegidos e maravilhosamente consolados,
assim quero viver estes dias com vocês
e caminhar com vocês na direção de um novo tempo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Princípios da reciprocidade no relacionamento



Por: Marcio Alves

Toda vez que nos relacionamos com o outro, estamos nos relacionando com Deus – pois Deus esta no outro – e com, e, em nós mesmo.

“O inferno são os outros”, afirma Jean-Paul Sartre.

Com toda licença a Jean-Paul Sartre, mas quero re-significar sua frase, dizendo:

“O inferno sou eu para os outros”

Os nossos maiores problemas – tirando as tragédias naturais e acidentais – advêm do relacionamento com o “outro”.

Jesus como ninguém, falou e nos ensinou princípios de se conviver com o próximo.

Inclusive um texto – em minha opinião – destorcido e empobrecido pela unanimidade evangélica, é o de Mateus capítulo 7:

“Não julgueis, para que não sejais julgados”.

“Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”.

A interpretação comumente aceita é de que, o “não julgueis para não serdes julgado”, esta relacionado com Deus.

Ou seja, devemos nos cuidar para não julgar os outros, para não sermos julgados e condenados por Deus ao inferno.

Mas eu acredito que, não é bem isso – ou nada disso – de que Jesus se referia.

Aqui, Jesus dá uma aula de princípios e valores relacionamentais:

1-"Não julgueis para não serdes julgados":

Não é uma ameaça divina, mas sim uma constatação.

Se julgarmos os outros, os outros nos julgarão.

Não devemos tentar enquadrar, modelar, padronizar os outros dentro de nossas “medidas morais”.

Ou seja, é de um relacionamento com base na reciprocidade.

Se quisermos ser amados, temos que primeiro amar.

Se quisermos ser recebidos bem, temos que primeiro receber bem.

Se quisermos amizade, temos que ofertar amizade.

Se quisermos carinho, temos que dar carinho.

Se quisermos ser compreendidos, temos que primeiro compreender.

Se quisermos ser perdoados, temos que primeiro perdoar.

2-“E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?”

Antes de olharmos para o defeito das outras pessoas, devemos fazer uma introspecção, e analisarmos a nossa vida.

Podemos estar apontando para o argueiro do nosso próximo, sendo que em nossos olhos está uma trave.

Muitas vezes em nossas acusações contra o outro, corremos o sério risco de sermos injustos, pois se não praticamos aquele determinado erro, fazemos outros.

Não podemos nos relacionar com os outros na base da justiça retributiva, do “toma lá da cá”, mas antes do perdão, se não transformaremos a vida dos outros em um inferno e por conseqüência a nossa também.

Pois ninguém vive individualmente, estamos todos interligados, influenciando e sendo influenciados.

Antes de olharmos para os outros, devemos fazer o constante exercício de olharmos para nós primeiro.

3-“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”.

Interessante não é mesmo?!

Apesar de todo relacionamento esta fundamentado na reciprocidade, e, antes de querer mudar as pessoas, precisamos mudar a nós mesmos, porém......Jesus nos ensina, que precisamos “tirar o argueiro do olho do nosso irmão”

Achei fantástico este principio.

O que Jesus esta querendo nos ensinar aqui – em minha opinião – é de que, quando formos tirar o argueiro do olho do nosso próximo, devemos sempre ir a partir da nossa própria experiência – daí a expressão; tirar primeiro a trave do meu olho, para daí e a partir daí, e só daí, tirar o do meu próximo.

Porque ensinamos o que sabemos, mas reproduzimos o que somos.

Em um aconselhamento, não adianta ir com o monte de versículos bíblicos, frases feitas, chavões religiosos, mas antes, temos que aconselhar a partir das nossas próprias experiências.

Exemplo clássico disso é o perdão.

Como posso ensinar aqueles que estão a minha volta o que diz a bíblia sobre perdão, se eu nunca experimentei?

Não seria isto covardia de minha parte?

Aplicar sobre a pessoa aquilo que nunca vivi?

E mais ainda, que autoridade eu tenho, para falar de algo que não pratiquei?

Se não vivi, ou vivo tal experiência na prática da minha vida, eu não posso ensinar para as pessoas qualquer conceito teórico.

É muito fácil e cômodo falar daquilo que nunca passei, pois afinal, só sabe o que é perdão, quem já teve que perdoar.

O discipulado de Jesus, não sé dá com cursinho bíblico, mas é feito no chão da existência humana.

4- “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”.

Saber a hora de falar, esperar o momento certo para dizer é uma arte da comunicação.

Que principio maravilhoso!

Muitas vezes, o que temos para falar é tão especial, que se falarmos antes do tempo, ou se a pessoa não estiver preparada para ouvir e entender, corremos o sério risco de lançar pérolas aos porcos.

Portanto, não basta como falar e o que falar, tem que saber também a hora de falar.

Em síntese, a regra de ouro do relacionamento pessoal é:

“O que quereis que vos faça os homens, fazeis vós também”.

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.


sábado, 17 de outubro de 2009

“A Oração da Fé move o braço de Deus ?”


Por: Marcio Alves



Sem dúvida, umas das maneiras mais profundas que temos, para nos relacionar com Deus, é a oração.
Já dizia um poeta que: “A oração é o respirar da alma”, logo se deixamos de orar, nossa alma vai definhando.
Perdemos a sensibilidade do Espírito de Deus, não passamos de mortos-vivos.
Alguém já disse que; Aqueles que não lêem, não têm vantagem nenhuma sobre os analfabetos. Parafraseando esta frase, podemos dizer que; A pessoa que não ora, não leva vantagem sobre os ateus.
Porque vive indiferente a Deus.De que adianta crermos na existência de Deus, se não o buscamos?
Qual a diferença de uma pessoa que crer em Deus, mas não o busca, para uma pessoa ateia? Nenhuma! Os dois vivem como se Deus não existisse.


Agora, junto á oração, existe um outro conceito indispensável, a saber; a Fé.
Fé e oração estão tão intensamente ligadas , que podemos afirmar que são irmãs gêmeas. Portanto uma pessoa que ora, já pressupõe-se que ela tenha fé. Como poderá orar à Deus, sem fé? Se ora é porque tem fé, e se tem fé é porque ora.
O apóstolo Tiago diz que; a fé sem as obras é morta, logo uma demonstração concreta da fé, é a oração. Por isso, toda oração por mais simples que seja e desacreditada, é uma oração da fé.


Muitos acreditam que as pessoas não recebem bênçãos de Deus por que não oram, e se orou e continuou não recebendo, e porque o fez sem fé. Simples não é? Não, não é tão simples assim.
Como disse e volto a frisar: “Toda oração é um ato de fé.”
Mas se a oração esta ligada automaticamente a fé, por que muitos oram e não recebem o que pediram?
Acredito que isso aconteça, porque o conceito mais popular de oração da fé, está equivocado
.


No senso comum evangélico, a oração da fé, é um instrumento que “move o braço de Deus”. Que impulsiona Deus, a fazer o que desejamos.
Digamos que, Deus esteja lá no seu altíssimo trono, estático, frio e indiferente à raça humana, então o crente tem que orar para ver se mexe com Deus, cutucando-o com a fé.
É como dizer, que a oração da fé, é uma imensa vara que bate na árvore (Deus), até cair o fruto (benção) que queremos.
Este conceito transforma Deus, em um mero ídolo, que esta esperando ser agradado e convencido a abençoar. Uma força que temos que manipular a nosso favor. Isto eu chamo de feitiçaria evangélica, pois manipulação de poderes é coisa de feiticeiro. O pior é que, essa é exatamente a idéia, que a maioria das pessoas nutrem de Deus.


Exemplificando é mais ou menos assim: “Clássico entre São Paulo e Corinthians. Deus esta lá em seu trono assistindo. O São Paulo faz um gol, ai os Corintianos começam a roer unhas e orar para que Deus vire o placar. Deus atende, e o Corinthians vira o jogo, mas o São paulinos também oram e Deus fica numa situação complicada, Pra quem Ele dá a vitória? Conclusão; é por isso que tem esses placares, 1 x 0, 2 x 1, 3 x 2, 4 x 3. Porque na medida que as pessoas vão orando com mais fé e em número maior, Deus vai atendendo.


Achou este exemplo ridículo? Um imenso absurdo?
Então por que as pessoas oram pedindo emprego?
E se tiver apenas uma vaga para dois concorrentes?
E se os dois concorrentes forem crentes?
Deus vai dar para o que orar com mais fé?
Ou vai dar para o que tiver mais intercessores?
Digamos que concorrendo a uma vaga de emprego, tenha dois crentes, um da assembléia e outro da mundial. O assembleiano tem 10 intercessores, o da Mundial conseguiu mobilizar uns 230 para oração. Já era o assembleiano. O pior é quando o crente “A” arruma 50 intercessores sem fé, ai o outro que é o “B”, conseguiu apenas 4, mas 4 de fé, já era, o emprego é do B, porque vale mais um, com pouco intercessores que tenham fé, do que um, com muitos intercessores sem fé.

Este conceito é sem lógica, não possui coerência bíblica, é pior, não possui amor nenhum.

Como posso acreditar que se eu orar, Deus vai me dar um emprego, casa, carro ou celular, enquanto tem milhões passando fome, sem ter o que comer? É porque eu orei com fé, e os milhões não? Quer dizer que Deus é funcional? Precisa de um empurrãozinho nosso para agir? Então Ele (Deus) é débil no seu amor? Dá emprego para o crente, porque orou, mas deixa outras bilhões á própria sorte, porque não oraram?


Passamos a outro exemplo, só que agora muito mais grave, pois vejamos:
Uma mãe nos corredores de um hospital, desesperada, com um filho na u.t.i. O médico vem até ela e diz que o seu filho vai morrer. Então ela sai do hospital e se dirigi até á uma igreja, lá ela bombardeia o céu com muita oração. E Deus fica olhando, inerte, dizendo: “Se orar com mais fé, eu salvo a criança, ou se arrumar muitos intercessores, eu cedo, e dou a cura.”


É claro que acredito que Deus cura, mas acreditar que Deus curou porque se orou com mais fé ou porque orou muito, é desacreditar no Deus da graça. E por quê? Ora, se foi a força ou quantidade da oração que fez Deus agir, já não é mais graça, e sim mérito pessoal. Afinal, Deus fez porque orou. E se não tivesse orado? Deus deixaria de dar a cura, porque não houve oração? Esta imagem de Deus, não se parece com o homem? Afinal de contas nós somos assim, só ajudamos quem aos nossos olhos merece.


Concordo com um filósofo – o qual não recordo-me, o seu nome – que disse: “Rejeite qualquer conceito de um Deus, que seja menor que você”. Ou seja, um deus mesquinho, interesseiro que só ajuda os “seus filhos”, abrindo porta de emprego, ou salvando do perigo, para deixar o resto da humanidade sem socorros, é pior do que eu, pois mesmo eu sendo pecador, não tenho coragem de pedir qualquer bem material pra mim, enquanto tiver crianças morrendo sem ter o que comer, ou morrendo de câncer e AIDS.


Algumas implicações em acreditar que; a oração da fé move o braço de Deus:

1- Arrogância:

Este conceito gera nos corações, uma soberba tão grande, o de achar que nós temos o controle remoto – que é a oração da fé – que dirige Deus, ao nosso favor. Faz de Deus, um ser tão pequeno, que vive para servir os nossos caprichos. E do ser humano um arrogante que, se senti no direito de mandar em Deus. De dizer o que ele deve ou não fazer. E ainda nos transforma em diabo, pois toda busca de poder, é luciferiana na sua essência. Foi o Diabo, que primeiro buscou o poder de estar acima de Deus.


2- Rebeldia em forma de piedade:

Rebeldia porque a pessoa quer por que quer, que Deus de o que ela quer, o mais rápido que puder.
E em forma de piedade, pois transforma essa rebeldia em oração.

3- Paranóia:

Lembra do exemplo citado acima da mãe? Se ela acreditar realmente que, a sua oração tem o poder de decidir a vida de seu filho. E porventura, se o mesmo vier a falecer, como fica essa mãe? Ela vai se culpar pelo resto da vida, pensando que se tivesse orado com mais fé ou com mais determinação, seu filho não teria morrido. Isso é colocar sobre os ombros uma responsabilidade que não é nossa. Ninguém, absolutamente ninguém, nem o papa, pastor, apostolo, igreja ou religião controla Deus.


Concluo com uma ilustração do Rubem Alves, que acredito resumir e explicar este texto. Para poder entender melhor essa ilustração, tenha em mente que: 1- O galo, digamos somos nós, crentes. 2- O sol é um símbolo de Deus. 3- O cantar do galo, é a oração da fé.
Com isso em mente, leia e reflita nessa ilustração:


“Você conhece a estória do galo que cantava para fazer nascer o sol? Pois havia um galo que julgava que o sol nascia porque ele cantava. Toda madrugada batia as asas e proclamava para todas as aves do galinheiro: “Vou cantar para fazer o sol nascer”. Ato contínuo subia no poleiro, cantava e ficava esperando. Aí o sol nascia. E ele então, orgulhos, disse: “Eu não disse?”. Aconteceu, entretanto, que num belo dia o galo dormiu demais, perdeu a hora. E quando ele acordou com as risadas das aves, o sol estava brilhando no céu. Foi então que ele aprendeu que o sol nascia de qualquer forma, quer ele cantasse, que não cantasse. A partir desse dia ele começou a dormir em paz, livre da terrível responsabilidade de fazer o sol nascer.” (Autor: Rubem Alves)


Devemos cantar (orar) não para fazer o sol (Deus) nascer (operar) – porque ele nasce com ou sem nós cantarmos – mas porque ele já nasceu e morreu por nós. Deus já se agradou de nós em Cristo, portanto, não há sacrifícios, ofertas, campanhas a fazer! A oração da Fé é um tributo, reverência ao Deus de amor, bondade e justiça, que faz com que o seu sol e chuva venha sobre os bons e maus.




Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

domingo, 14 de junho de 2009

Porque não prego bençãos materiais


Por: Marcio Alves



Confesso que as lentes com que leio as escrituras hoje, já não são as mesmas com as quais eu lia no princípio da minha conversão.
Acredito estar em um processo de amadurecimento espiritual em todos os níveis.
Como conseqüência, minhas mensagens, já não são mais, as mesmas.
Quem me escutou pelo menos á 3 anos atrás, percebe uma mudança radical em meu modo de pregar.
A ênfase das minhas mensagens era: Vitórias, bênçãos, livramentos, milagres e prosperidades.
Um verdadeiro arsenal de triunfalismo. Do mesmo modo, que os “famosos pop stars” da falácia teologia da prosperidade.
Só pregava promessas de bênçãos, variavam os textos bíblicos, mas o teor da mensagem era o mesmo.
Exemplificando era mais ou menos (qualquer semelhança com fatos reais, (quem lê entenda) é mera coincidência) assim: Mar vermelho abrindo-se para o povo de Israel passar: “Deus vai abrir o mar – mar do desemprego, mar da doença, mar das dívidas e todas as baboseiras que ouvimos – e se o mar não abrir.....vai fazer você andar por cima das águas”. Os três hebreus na fornalha de fogo ardente: “Deus vai te livrar da fornalha de fogo ardente – Novamente, o livramento do desemprego, da doênça e etc.” Daniel nas covas dos leões: “Deus vai te livrar da cova dos leões – E, mas uma vez.......da cova do desemprego, das doênças........e por aí vai longe.”

Não que deixei de acreditar que Deus pode fazer, mas aprendi que nem só de triunfos vivem o homem, mas da presença de Deus. Afinal o Espírito Santo é chamado de consolador, ou seja, para que precisaríamos de um consolador, se sempre iríamos ter vitória? É claro que Deus intervém (nem sempre da maneira como esperamos), porém as intervenções de Deus vem, raramente (a essência do milagre é de ser raro) através do sobrenatural, outras vezes de modo natural. (Porque Deus cura, inclusive através dos médicos)
Mas principalmente, Deus nos consola através da sua presença.
Eis a diferença dos que servem para os que não servem a Deus: O ímpio passa pelo vale sozinho, mas nós, passamos com Deus ao nosso lado.
Abaixo, exponho pelo menos 6 razões (lembrando que, os motivos são numerosos, portanto, faço um pequeno resumo) porque não prego bênçãos materiais:

1- O cerne do Evangelho não é benção, mas justiça.
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6 v 33)
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. (Mt 6 v 6)
Um dos grandes ideais do Evangelho é a promoção de justiça. (aguardem, pois em breve estarei dedicando uma postagem só para esse assunto)
Não sede de justiça no sentido de vingança, mas, justiça dentro do contexto de solidariedade e reivindicação dos direitos humanos.
Ao invés de marcha pra Jesus, em uma verdadeira concorrência com a parada gay, pra ver quem consegue trazer mais pessoas á Avenida, porque não promovemos passeatas pro vidas humanas?
Reivindicando mais hospitais públicos, empregos e ajuda do governo para os pobres?
Protestando contra á corrupção do poder público?
Estamos esquecendo, que os profetas, protestaram contra as injustiças sociais do seu tempo.
É só ler os profetas para você constatar essas verdades. Não podemos ser seletivos com a palavra de Deus. Ler e receber só as promessas de bênçãos, antes, meditar e tentar viver o verdadeiro chamado para ajudar uns aos outros.
É que, lutar pelos pobres, não dá dinheiro, não é mesmo?

2- O importante não é como alcançar bênçãos de Deus, mas como ser fiel á Ele.
Os livros cristãos mais vendidos no Brasil são livros que começam com a palavra; COMO.
E por conseqüência, as mensagens que mais dão "Ibope", são também, as que começam com; "COMO".
São: “COMO conquistar á sua vitória, COMO tomar posse das bênçãos de Deus, COMO fazer sua vida prosperar, COMO ser curado e toda essa ladainha gospel.”
No entanto, o importante mesmo não é saber COMO “manipular” Deus ao nosso favor, ou COMO comprar as bênçãos de Deus, sabe por quê?
Porque mesmo........”Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.” (2 Tm 2 v 13)
E mais, Deus......”faz que o seu Sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.”( Mt5 v 45)
As bênçãos materias de Deus estão sobre todos, inclusive sobre os ímpios, porque Deus não faz chover e levantar o sol, só para os crentes, mas antes, todos desfrutam das mesmas bênçãos, inclusive a maior de todas elas, a saber.........”pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.” (At 17 v 25)
O maior bem material é a vida, a qual Deus concede á todos sem exceção.
Mas nós cristãos, não temos bênçãos exclusivas, adquiridas só por aqueles que servem ao Senhor? Sim e são elas:
Comunhão com Deus, dons espirituais, salvação e em fim, todas as bênçãos espirituais.....”o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.” (Ef 1 v 3)
Em suma (pra finalizarmos esse tópico) a ênfase das mensagens tem que ser, no COMO agradar, servir, adorar, amar e ser fiel a Deus.
Este era o propósito de Paulo.....”porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.”(2 co 11 v 2)

3- Bons pregadores preparam o povo para o sucesso, mas, excelentes pregadores preparam o povo para o fracasso.
Em qual circunstancia, se exige mais preparo o, sucesso ou o, fracasso?
Acredito que, para o sucesso, também é exigido um pouco de preparo, afinal, a pessoa pode ser tentada a deixar a fé. Mas com toda certeza, precisamos nos preparar para enfrentar o fracasso.
As lutas, sem sombra de dúvida, virão, isso foi um alerta do próprio Senhor Jesus.
Leia Mt 7 v 24 ao 27.
E perceba que, os dois (prudente e louco) lhes sobre vem ás tempestades.
O problema é que, os pregadores estão se especializando em mensagens, cada vez mais, otimistas. Dizendo que tudo vai dar certo, que Deus vai resolver os problemas.
Gerando assim, decepção nas pessoas, e o pior de tudo, não com o pregador, mas com Deus!

4- A pregação de bênçãos, gera crentes infantis.
Isso é um problema tão grave quanto á decepção com Deus.
O crente acostumado com o discurso de: “Deus vai fazer por você ou Deus vai resolver todos os seus problemas”, se torna infantil, ao ponto de jogar para o andar (espiritual) de cima, o que muitas vezes é de responsabilidade nossa.
Exemplo: Em vez de o crente estudar com esmero, para passar no vestibular, ele recorre á divindade para dar um “jeitinho”, e facilitar á prova pra ele.
Ou, em vez dele se dedicar ao trabalho, para conseguir uma promoção, pede pra Deus lhe dar uma “mãozinha”.
Isso é um absurdo! Se Deus atendesse, estaria cometendo uma injustiça. E Ele é totalmente justo. E é por isso que ele é bom, porque se não fosse justo não seria bom, a bondade passa pela justiça. Deus odeia balança enganosa!!!(Am 8 v 4-7)
Deus faz o impossível, não o que compete ao homem.
Na história de Lazaro em João 11, Jesus faz o impossível ao ressuscitar (versículo 43) Lázaro, mas na hora de tirar a pedra, ai é com marta (versículo 39), de desatar o defunto já ressuscitado, aí é com os homens (versículo 44).

5- A palavra de Deus nos ensina á buscarmos bênçãos espirituais.
PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.
Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra. (Cl 3 v 1-2)
Na primeira e segunda onda do pentecostalismo no Brasil, a ênfase era a busca pelo Espírito Santo. Os testemunhos giravam em torno do batismo com Espírito Santo. As pessoas iam á frente da comunidade para agradecer á Deus, pelos dons recebidos. Hoje, as coisas se inverteram, as pessoas continuam indo á frente da comunidade, mas para agradecer pelo carro, casa e emprego. Antes falava-se: “Estou contente com Jesus, abracei a fé e fui batizado com Espírito Santo. Agora é: “Estou contente com Jesus, abracei a fé e recebi carro, apartamento, dinheiro e emprego.
Eu quero restituição, mas não a material, antes a Espiritual.
Se alguns estudiosos (como acredito) estiverem certos, a carta às sete igrejas da Ásia, representa como simbologia, à situação da igreja na história.
Partindo dessa premissa, á última é a igreja de Laodicéia, leia e veja, se realmente há algo incomum nessa igreja com a atual, á qual fazemos parte:
“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.” (Ap 3 v 17)

6- Uma das características dos falsos profetas, é que, só pregam bênçãos materiais.
Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade.
E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. (Jr 6 v 13-14)
Quero elucidar que, o falso profeta não chega a ser o que prega bênçãos, antes, são aqueles que só pregam bênçãos.
Como disse Ed. Rene Kivitz: “Uma das características do falso profeta, não é que falam só a mentira, antes não falam toda a verdade.”
Ou seja, pregar que Deus abençoa é uma verdade, mas só falar o tempo todo que Deus vai abençoar e, desprezar a essência do Evangelho que é o arrependimento, é um grande equívoco.
Inclusive a primeira mensagem do Evangelho, que foi com João batista, era:
“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt 3 v 2)
A segunda pessoa a pregar o Evangelho, foi Jesus é a mensagem era:
“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”(Mt 4 v 17)
Na primeira mensagem dos apóstolos cheios do Espírito Santo, Pedro foi o que falou.
Sua mensagem serve como parâmetro, para todos aqueles que querem pregar a Verdade.
Ele iniciou sua mensagem com.....”Homens Israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno...” (At 2 v 22)
Desenvolveu sua mensagem falando acerca de Jesus. (At 2 v 23-25) E a encerrou também com Jesus.....” a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2 v 36)
E pasmem, na primeira conversão das almas na igreja primitiva, não foi ele quem fez o apelo, mas o povo interrompendo sua mensagem disse: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?” (At 2 v37)
A o que Pedro respondeu: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;” (At 2 v 38)
Ah, se fosse hoje, e tivessem os “pop stars” da teologia da prosperidade pregando, seria mais ou menos assim suas palavras: “E disse-lhes “pop stars”: Olhe no espelho e diga que você é vencedor, que já nasceu para á vitória, e traga todo o seu dinheiro, cartão, cheque e recebam carros, casas e muito dinheiro.”

Se não fizermos alguma coisa para mudar essa história, talvez, a geração futura se lembrará de nós, como a geração dos acomodados.

“Para que o mau triunfe basta que os bons se calem”



Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Qual a minha visão? Calvinista ou Arminianista? Pentecostal ou Tradicional? Liberal ou Fundamentalista? Ateu ou agnostica?


















Por: Marcio Alves

"Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar alguém (...) Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver: cadeia, forca, exílio" (Monteiro Lobato, Carta a João Palma Neto, São Paulo, 24/1/1948).

E é, com o segundo propósito, que eu criei esse blog em parceria com meu amigo Edson Moura. De escrever abertamente, de forma lógica, teológica e honesta, sobre assuntos concernentes a Fé cristã. Os mais variados temas, de uma ótica pessimista mais sobretudo realista, sobre as crises de conteúdo nos Arraias evangélicos; desde o “louvorzão” até as “vacas sagradas”(ortodoxia), que são consideradas intocáveis. Desde já, esclareço aos “guardiões dos templos”, que embora evangélico, pentecostal e assembleiano, colocarei as minhas frágeis(mais ainda minhas)e pobres convicções. 

O que procurarei ponderar aqui, não são certezas, mas questionamentos da cosmovisão contemporânea. Não permitirei o encabrestamento,(como no catolicismo medieval, em que as pessoas eram obrigadas a ler as escrituras com os óculos do papado) das minhas idéias. Os arrazoamentos nesse blog, são um reflexo do que penso e acredito. Minha intenção, e de fazer, com que, meus caros leitores venham aprender a fazer uma teologia critica. Ou seja, venham pensar, criticar e só depois formarem conceitos. Defenderem uma visão, não porque vem de tradição, mas porque tem lógica. Farei uma teologia compromissado com a bíblia, Deus,consciência e que leve em conta o contexto humano(teoria e a pratica da vida.

Diante do exposto, não é necessário responder Qual é a minha visão, não é mesmo?
Minhas idéias são a síntese do que é logico, coerente, bíblico e pratico de todas as visões. Não restringirei e limitarei o meu conhecimento em apenas uma "caixa". Não deixarei-me rotular.

Para espanto da maioria e alegria de uns poucos, leio desde autores católicos, evangélicos (tradicionais, pentecostais, liberais, fundamentalistas) e até autores ateus. São os ateus que confrontam a minha Fé, e por conseguinte me fazem pensar e refinar a minha cosmovisão.

Como disse Martinho lutero: "O que nos distingue dos animais é o pensamento".
E outra vez, disse o francês Descartes: "Cogito, ergo sum" que significa; "penso, logo existo".

Caros leitores não sejam robôs, questionem tudo, (inclusive, esse a quem vos escreve)não se deixem manipular e pensem, pensem, pensem........







Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Re-significando a Oração

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Por: Marcio Alves 

Pare, pense, repense e pense de novo, e quantas vezes, necessário for, o significado da oração.
Nós, (evangélicos) temos o habito, (pra não falar vicio) de ver o momento mais especial, sagrado e reverente da oração, como um mero mecanismo, (como uma pilha duracel, que nos colocamos em um brinquedo, pra funcionar) pra "arrancar" coisas de Deus. 

A maioria não relaciona-se com Deus como pai amoroso, justo e bondoso na base do amor.
Mais sim, na base da funcionalidade, ou seja, nós nos aproximamos de Deus, querendo saber a técnica, o botão mágico que faz Deus, me dar o carro, casa, dinheiro, emprego, saúde e etc.
Com isso, estamos nos tornando cada vez mais, superficial.
O sentido mais profundo da oração é a comunhão, intimidade, e a busca da presença imperceptível e ao mesmo tempo marcante de Deus.
É ser cheio do Espírito Santo, que gera na alma a paz, amor, justiça, misericórdia, alegria que excede todo o entendimento.

Como disse A.W. Toser: "Precisamos buscar à Deus por ele mesmo".(explico: "buscar á Deus por ele mesmo", não é buscar como a maioria tem feito, buscam á Deus como um meio, para se alcançar um fim. Como se Deus fosse uma espécie de trampolim, que as pessoas usam para subir na vida, ou como um poder, para se alcançar um fim(emprego,casa,carro). "Buscar á Deus por ele mesmo", significa buscar pela sua maravilhosa presença. E buscar a Deus como meio, para alcançar um fim, que é o próprio Deus. Simplificando, buscar á sua companhia, presença, intimidade.

Como disse também John Piper: "O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus AO gozá-lo plena e eternamente". (explico: Deus é mais glorificado em nós, quando estamos totalmente satisfeitos nele. Quando os dons (dádivas, bênçãos) de Deus, passam ser mais desejados e buscados do que o doador, isso é idolatria. Tudo que colocarmos acima de Deus, passa a ser o nosso "deus".) 

Isso tem sido a grande distorção da mentalidade cristã do nosso tempo. Muitos buscam avivamento, mas não o avivador. Buscam dons, mas não o doador. Bênçãos, mas não o abençoador. A cura, mas não o curador. Ou seja, buscam as "mãos" de Deus, (aquilo que Deus pode dar) mas muito pouco a "face" de Deus. (comunhão, intimidade)

Enfim, proponho uma mudança de mente e atitude, á começar pela oração.
Vamos ir ao templo, apenas com uma atitude: A de celebrar o grande amor de Deus, adorando-o, em comunhão com meus amados irmãos.
Esvaziar-nos, de nosso egocentrismo, deixar de sermos o centro da oração e dizer á Deus: "venha a nos o teu reino e seja feita a tua vontade".
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém