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sábado, 3 de novembro de 2012

"Dietrich Bonhoeffer" Um exemplo de Pastor Evangélico


Na Galeria dos mártires do século XX da Abadia de Westminster: Madre Elisabeth da Rússia, o Rev. Martin Luther King, o Arcebispo Óscar Romero e o Pastor Dietrich Bonhoeffer.

Nascido em Breslau, 4 de fevereiro de 1906 – Morto em Berlim, 9 de abril de 1945, pelo Nazismo, Bonhoeffer foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência alemã anti-nazista e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazista.

Bonhoeffer envolveu-se na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes do próprio Hitler cometer suicídio.

Nascido em Breslau em 4 de Fevereiro 1906, filho de um psiquiatra de classe média alta. Quando jovem decidiu-se seguir a carreira pastoral na Igreja Luterana, doutorou-se em teologia na Universidade de Berlim e fez um ano de estudos no Union Theological Seminary em Nova York. Retornou a Alemanha em 1931.

Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando em 1934 diversos pastores luteranos e reformados, formaram a Bekennende Kirche, Igreja Confessante, rejeitando desafiadoramente o nazismo:

“Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador.”

Obviamente o movimento foi posto em ilegalidade e em Abril de 1943 foi preso por ajudar judeus a fugirem para a Suíça. Levado de uma prisão para outra, em 9 de Abril de 1945, três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado, junto com seu irmão Klaus, e cunhados Hans von Dohnanyi e Rüdiger Schleicher.

Sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo foi "Discipulado" (Nachfolge) na qual desenvolve a polêmica acerca da teologia da graça, fundamento da obra de Lutero. O livro opõe-se a ênfase dada à "justificação pela graça sem obras da lei", afirmando que:

"A graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torno da graça preciosa que é um tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende tudo que tem (...) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga suas redes e segue (...) o dom pelo qual se tem que orar, a porta a qual se tem que bater."

Destas linhas já se denota o profundo "fazer teológico poético" que tanto caracteriza a obra de Bonhoeffer.

Quando já estava sendo perseguido pelo nazismo, Bonhoeffer escreveu um tratado considerado por muitos uma das maiores obras primas do protestantismo, que denominou simplesmente "Ética". É nesta obra que ele justifica, em parte, seu engajamento na resistência alemã anti-nazista e seu envolvimento na luta contra Adolf Hitler, dizendo que:

“É melhor fazer um mal do que ser mau.”

Suas cartas da prisão são um exemplo de martírio e também um tesouro para a Teologia Cristã do século XX.

No dia 4 de fevereiro de 1906 nascia o pastor e teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer. Pendurar este homem numa forca como inimigo pessoal do Führer foi um dos últimos atos de Hitler, pouco antes de ele mesmo acabar com a sua miserável vida. Mais que o espião ousado e o integrante de um grupo que planejou eliminar o ditador alemão, Bonhoeffer entrou para a história como um ser humano de extraordinária reflexão e fé, mesmo diante da iminência da morte, em 4 de abril de 1945, no campo de concentração de Flossenbürg.

A sua angústia enquanto esperava pelo fim iminente foi traduzida em poesia e lirismo fascinantes. Esta canção, "Von guten Mächten wunderbar geborgen", é o melhor exemplo do que eu digo. Ouça, atentamente, o texto de Bonhoeffer no original. Para os que não entendem de alemão, abaixo uma tentativa de tradução:

    Carta de Bonhoeffer à sua esposa
 
Von guten Mächten wunderbar geborgen Songtext:
Von guten Mächten treu und still umgeben,
behütet und getröstet wunderbar,
so will ich diese Tage mit euch leben,
und mit euch gehen in ein neues Jahr.

Ref:

Von guten Mächten wunderbar geborgen
erwarten wir getrost, was kommen mag.
Gott ist mit uns am Abend und am Morgen
und ganz gewiss an jedem neuen Tag.

Noch will das Alte unsre Herzen quälen,
noch drückt uns böser Tage schwere Last.
Ach, Herr, gib unsern aufgescheuchten Seelen
das Heil, für das Du uns beweitet hast.

Ref:

Und reichst Du uns den schweren Kelch, den bittern
des Leids, gefüllt bis an den höchsten Rand,
so nehmen wir ihn dankbar ohne Zittern
aus Deiner guten und geliebten Hand.

Ref.

Doch willst Du uns noch einmal Freude schenken
an dieser Welt und ihrer Sonne Glanz,
dann wolln wir des Vergangenen gedenken,
und dann gehört Dir unser Leben ganz.

Ref.

Lass warm und still die Kerze heute flammen,
die Du in unsre Dunkelheit gebracht,
führ, wenn es sein kann, wieder uns zusammen.
Wir wissen es, Dein Licht scheint in der Nacht.

Ref.

Wenn sich die Stille nun tief um uns breitet,
so lass uns hören jenen vollen Klang
der Welt, die unsichtbar sich um uns weitet,
all Deiner Kinder hohen Lobgesang.


Tradução


Maravilhosamente protegidos por bons poderes,
consolados, aguardamos o que vier:
Deus está conosco à noite e pela manhã
e com certeza a cada novo dia.

Quando o silêncio se espalhar profundamente ao nosso redor,
permite que possamos ouvir aquele som repleto
do mundo, que de modo invisível se espraia em torno de nós,
do canto de louvor de todos os teus filhos.

E ao nos estenderes o pesado e amargo cálice,
cheio de sofrimento até sua mais alta borda,
nós o tomaremos, agradecidos e sem tremor,
de tua bondosa e amada mão.

Mas, se mais uma vez nos queres presentear alegria
neste mundo e em seu Sol brilhante,
queremos relembrar o que passou
e entregar-te toda a nossa vida.

Cercado de bons poderes em fieldade e quietude,
protegidos e maravilhosamente consolados,
assim quero viver estes dias com vocês
e caminhar com vocês na direção de um novo tempo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Deus não existe!



Por Edson Moura

Primeiramente, quero deixar claro que o texto abaixo exposto, reflete o pensamento de apenas um dos autores deste blog, portanto não deve ser associado à pessoa do Marcio Alves e sim, apenas ao Edson Moura.

Procure entender o pensamento de um existencialista ateu. Ele tenta dizer que Deus não existe e que existe apenas um ser cuja existência precede a essência, a saber...o homem. Como diria Dostoievsk: “Se Deus não existisse tudo seria permitido”. O homem “abandonado” e “sozinho” no mundo, sem um criador no qual possa se amparar é o seu próprio criador.

O homem é o que é. Ele se constrói a partir do nada e por isso vive de angústias, de náuseas, como diria Sartre. “Tentando ser”, o homem depara-se com o desejo de ser Deus e com a angústia de jamais poder sê-lo. A idéia de Deus para o homem é de onipotência e onisciência, e o desejo de sê-lo representa ser e compreender tudo, não sofrer limites e condicionamentos, realizar-se em todos os sentidos possíveis.

Mas Deus não resolve nada. Esta é a base de todo ateísmo sartreano. Ele julgava que Deus não ajudava ou colaborava com as realizações ou problemas humanos, porque toda e qualquer experiência que o homem realiza, seja ela boa ou má, quer o leve ao prazer...à angústia ou até mesmo à náusea, é de sua inteira responsabilidade. O homem é só e, como tal, é responsável por tudo o que fizer, pois o nada de onde vem o persegue por toda a “eternidade”.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Pecaminosa Doutrina da Honra Humana

Por: Edson Moura

A Paz do Senhor à todos, antes de começarem a ler, eu gostaria de deixar claro que este texto não é em sua totalidade de minha autoria. Já disseram que: "A originalidade está em ocultar bem as suas fontes" mas eu jamais aceitaria receber méritos, nem por obras que fiz, muito menos por obras que não fiz. Também é verdade que eu já não me lembro de onde tirei este texto, então vamos à ele:

Quão diferente é a teologia dos nossos dias! Hoje, o foco dos livros e pregações (se é que podem ser assim chamadas) é a importância do homem, e a necessidade primordial deste ter os seus desejos satisfeitos. Não, infelizmente não estou falando do que é ensinado em faculdades e escolas anticristãs, mas sim daquilo que é apresentado em inúmeras igrejas ditas cristãs.

“Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou”. (João 5:23)

Em João capítulo 5, de onde retiramos o versículo citado, lemos, entre outras coisas, sobre o acréscimo da fúria dos judeus contra Jesus, por este reivindicar ser Deus. Não obstante isso, Cristo continua afirmando tal fato, tanto explícita como implicitamente. No v. 23, ao dizer que todos os homens devem honrar ao Filho, podemos perceber o seguinte argumento:

1. O Filho deve ser honrado assim como o Pai é honrado.
2. O Pai é honrado como Deus.
3. Logo, o Filho deve ser honrado como Deus.

Adorar qualquer criatura é idolatria. Sendo assim, Cristo não é uma criatura, mas sim o Criador (cf. Jo. 1:3). Não bastasse a inferência que poderíamos extrair daqui, ou seja, que não devemos adorar e honrar ninguém além de Deus, por toda a Escritura constatamos esse tema apresentado sem ambigüidade: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt. 4:10).

Contrariamente à teologia de Cristo, hoje se prega a adoração de homens, e não do Criador. Líderes de comunidades são tidos como intocáveis, inerrantes e infalíveis. A doutrina da infalibilidade papal tem as suas versões no meio evangélico, o qual, a despeito do nome, não possui nada de Evangelho. Pessoas que não conhecem nem mesmo as doutrinas básicas do Cristianismo de forma correta, recebem obediência irrestrita e imediata por partes de milhares de fiéis cegos.

O culto da maioria das igrejas, hoje, é totalmente antropocêntrico, voltado inteira e exclusivamente para o homem: sua importância, necessidades, gostos, caprichos, etc. Não bastasse isso, os miseráveis propagadores dessa heresia colocam até mesmo Deus na fileira dos ludibriados. A platéia[fiéis] é instada a crer na seguinte blasfêmia: “Deus vai te honrar”, “Deus vai honrar o teu nome”, “Deus vai honrar a tua fé”, e coisas semelhantes. Ora, mesmo uma leitura superficial da Bíblia demonstrará a irracionalidade de tais afirmações.

Antes de continuarmos, é bom lembrar que a Bíblia de fato diz que Deus honra ao homem, mas não no sentido pretendido por pentecostais e neo-pentecostais. Devemos considerar o contexto das declarações bem como o propósito das mesmas, pois ler que Deus fez de Saulo de Tarso um apóstolo, não significa que Deus fará o mesmo com todo cristão. Além disso, em muitos casos a promessa de honra cumprir-se-á apenas no futuro, significando a nossa recompensa (imerecida e unicamente por causa dos méritos de Cristo) na vida porvir.
Como exemplo dos erros de interpretação, vou citar algo que ouvi recentemente: que Deus honra o nome daqueles que o honram, supostamente com base em 1 Samuel 2:30.

O versículo diz o seguinte:

“Portanto, diz o SENHOR Deus de Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados.”

A estultícia daqueles que tentam usar o texto acima como base para as suas divagações é manifesta pelo seguinte:

1) O motivo da queixa por parte do Senhor, contra Eli: No versículo anterior (v. 29) lemos: “Por que… honras a teus filhos mais do que a mim…”. O motivo da queixa é justamente o deslocamento do alvo devido da honra prestada por nós, ou seja, desde o começo o texto milita exatamente contra o que alguns querem defender.

2) A honra prometida e privada: Deus “tinha falado… que a…casa [de Eli] e a casa…[do] pai [dele]… andariam diante de mim [Deus] perpetuamente”. Mas Deus diz em seguida que não faria mais isso. Por quê? Pois Deus honra somente aqueles que o honram! Ora, está mais do que claro que a honra prometida é andar diante de Deus, na sua presença. E considerando que a salvação é obra exclusiva de Deus, e que somos totalmente incapazes de agradá-lo à parte da mediação de Cristo, podemos com certeza dizer que Deus nos dá a honra de sermos chamados filhos de Deus, e partícipes da sua grande salvação. Resumindo, honra aqui é simplesmente um sinônimo para salvação e as bênçãos que seguem a mesma, e não fama, notoriedade, riqueza, reconhecimento diante dos homens ou qualquer outra aspiração carnal.

Mas a afirmação mencionada outrora não é refutada apenas mediante uma análise do texto bíblico citado como suposto fundamento, mas também quando analisamos as vidas dos homens de Deus registradas na Bíblia, inclusive a do próprio Cristo. Vejamos a “honra” que alguns receberam:

… experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados… errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. (Hebreus 11:36-38)

E que diremos de Cristo? Ele foi desprezado, rejeitado pelos homens, foi oprimido e afligido (Isaías 53), não tinha onde reclinar a cabeça (Lucas 9:58), padeceu de muitas coisas, foi rejeitado pelos líderes religiosos (Lc. 9:22) e entregue nas mãos de homens perversos (Lucas 24:7). Que honra Cristo, que nunca pecou, que era o próprio Filho de Deus, experimentou durante a sua vida terrena? Nenhuma! É muita petulância dizer que Deus concede a miseráveis pecadores aquilo que ele negou ao seu amado Filho, em quem ele se compraz (Mt. 3:17, 12:18, 17:5).

E por falar em honra, Deus tem uma advertência para aqueles que ensinam e acreditam em heresias, inclusive as mencionadas neste artigo:


Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. (Marcos 7:6, 7)

Se Cristo disse que os judeus da sua época o honravam em vão, visto que ensinavam mandamentos (preceitos, como diz Mt. 15:9) de homens, que não eram essencialmente malignos,[7] o que diremos daqueles que deturpam e distorcem o que a Bíblia diz? Deixemos que outros respondam:


Pedro diz que eles trazem sobre si mesmos repentina destruição (2Pe. 2:1);
Judas diz que o juízo lhes aguarda (Jd. 1:4);
Paulo diz que eles não herdarão o reino de Deus (Gl. 5:20).

Que Deus continue nos abençoando, AMÊM

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Qual a minha visão? Calvinista ou Arminianista? Pentecostal ou Tradicional? Liberal ou Fundamentalista? Ateu ou agnostica?


















Por: Marcio Alves

"Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar alguém (...) Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver: cadeia, forca, exílio" (Monteiro Lobato, Carta a João Palma Neto, São Paulo, 24/1/1948).

E é, com o segundo propósito, que eu criei esse blog em parceria com meu amigo Edson Moura. De escrever abertamente, de forma lógica, teológica e honesta, sobre assuntos concernentes a Fé cristã. Os mais variados temas, de uma ótica pessimista mais sobretudo realista, sobre as crises de conteúdo nos Arraias evangélicos; desde o “louvorzão” até as “vacas sagradas”(ortodoxia), que são consideradas intocáveis. Desde já, esclareço aos “guardiões dos templos”, que embora evangélico, pentecostal e assembleiano, colocarei as minhas frágeis(mais ainda minhas)e pobres convicções. 

O que procurarei ponderar aqui, não são certezas, mas questionamentos da cosmovisão contemporânea. Não permitirei o encabrestamento,(como no catolicismo medieval, em que as pessoas eram obrigadas a ler as escrituras com os óculos do papado) das minhas idéias. Os arrazoamentos nesse blog, são um reflexo do que penso e acredito. Minha intenção, e de fazer, com que, meus caros leitores venham aprender a fazer uma teologia critica. Ou seja, venham pensar, criticar e só depois formarem conceitos. Defenderem uma visão, não porque vem de tradição, mas porque tem lógica. Farei uma teologia compromissado com a bíblia, Deus,consciência e que leve em conta o contexto humano(teoria e a pratica da vida.

Diante do exposto, não é necessário responder Qual é a minha visão, não é mesmo?
Minhas idéias são a síntese do que é logico, coerente, bíblico e pratico de todas as visões. Não restringirei e limitarei o meu conhecimento em apenas uma "caixa". Não deixarei-me rotular.

Para espanto da maioria e alegria de uns poucos, leio desde autores católicos, evangélicos (tradicionais, pentecostais, liberais, fundamentalistas) e até autores ateus. São os ateus que confrontam a minha Fé, e por conseguinte me fazem pensar e refinar a minha cosmovisão.

Como disse Martinho lutero: "O que nos distingue dos animais é o pensamento".
E outra vez, disse o francês Descartes: "Cogito, ergo sum" que significa; "penso, logo existo".

Caros leitores não sejam robôs, questionem tudo, (inclusive, esse a quem vos escreve)não se deixem manipular e pensem, pensem, pensem........







Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Re-significando a Oração

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Por: Marcio Alves 

Pare, pense, repense e pense de novo, e quantas vezes, necessário for, o significado da oração.
Nós, (evangélicos) temos o habito, (pra não falar vicio) de ver o momento mais especial, sagrado e reverente da oração, como um mero mecanismo, (como uma pilha duracel, que nos colocamos em um brinquedo, pra funcionar) pra "arrancar" coisas de Deus. 

A maioria não relaciona-se com Deus como pai amoroso, justo e bondoso na base do amor.
Mais sim, na base da funcionalidade, ou seja, nós nos aproximamos de Deus, querendo saber a técnica, o botão mágico que faz Deus, me dar o carro, casa, dinheiro, emprego, saúde e etc.
Com isso, estamos nos tornando cada vez mais, superficial.
O sentido mais profundo da oração é a comunhão, intimidade, e a busca da presença imperceptível e ao mesmo tempo marcante de Deus.
É ser cheio do Espírito Santo, que gera na alma a paz, amor, justiça, misericórdia, alegria que excede todo o entendimento.

Como disse A.W. Toser: "Precisamos buscar à Deus por ele mesmo".(explico: "buscar á Deus por ele mesmo", não é buscar como a maioria tem feito, buscam á Deus como um meio, para se alcançar um fim. Como se Deus fosse uma espécie de trampolim, que as pessoas usam para subir na vida, ou como um poder, para se alcançar um fim(emprego,casa,carro). "Buscar á Deus por ele mesmo", significa buscar pela sua maravilhosa presença. E buscar a Deus como meio, para alcançar um fim, que é o próprio Deus. Simplificando, buscar á sua companhia, presença, intimidade.

Como disse também John Piper: "O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus AO gozá-lo plena e eternamente". (explico: Deus é mais glorificado em nós, quando estamos totalmente satisfeitos nele. Quando os dons (dádivas, bênçãos) de Deus, passam ser mais desejados e buscados do que o doador, isso é idolatria. Tudo que colocarmos acima de Deus, passa a ser o nosso "deus".) 

Isso tem sido a grande distorção da mentalidade cristã do nosso tempo. Muitos buscam avivamento, mas não o avivador. Buscam dons, mas não o doador. Bênçãos, mas não o abençoador. A cura, mas não o curador. Ou seja, buscam as "mãos" de Deus, (aquilo que Deus pode dar) mas muito pouco a "face" de Deus. (comunhão, intimidade)

Enfim, proponho uma mudança de mente e atitude, á começar pela oração.
Vamos ir ao templo, apenas com uma atitude: A de celebrar o grande amor de Deus, adorando-o, em comunhão com meus amados irmãos.
Esvaziar-nos, de nosso egocentrismo, deixar de sermos o centro da oração e dizer á Deus: "venha a nos o teu reino e seja feita a tua vontade".
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém

Cristãos Orgulhosos















Por: Edson Moura


Infelizmente hoje, muito do quê nós podemos colher no meio evangélico, é uma safra de Cristãos Orgulhosos. O orgulho nos torna egocêntricos, e nos faz pensar que temos “direito” a tudo aquilo que, vemos; tocamos; desejamos ou imaginamos.

Em muitas igrejas evangélicas, é pregado atualmente um evangelho (que certamente não é o evangelho de Jesus Cristo) que desperta no cristão um apetite ganancioso por coisas muito superiores àquelas que ele realmente necessita.

Hoje não se fala muito em humilhação diante de Deus, muito pelo contrário! Fala-se muito de: dupla honra; chuva de bênçãos; abertura de comportas no céu; restituições miraculosas; unções extravagantes e uma infinidade de promessas, que são extraídas das Escrituras Sagradas, mas muitas vezes, fora do seu contexto.

Como pode um cristão, pedir a Deus uma casa melhor, quando seus irmãos muita vezes não têm nem onde morar, e tudo que querem é um teto para cobrir sua cabeças?!
Como pode um cristão, pedir a Deus que multiplique 100 vezes mais aquilo que tem, quando seus irmãos em Cristo, se vêem voltando pra casa mais um dia, sem oder levar o pão para seus filhos?!

Irmãos! Precisamos rever nossos conceitos.
Deus existe! Creia nisso! E se Ele existe, existe também uma forma correta de viver.
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4-17)
Sabemos qual é o nosso dever como cristãos...cumpramos então! E lembrem-se: “Humilhai-vos diante da potente mão de Deus, para que a seu tempo nos exalte, lançando sobre Ele toda vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1Pedro 5-6)

Que Deus continue nos abençoando AMÉM

domingo, 31 de maio de 2009

Teologia da Prosperidade















 Por: Edson Moura

Há até pelo menos duas décadas, a pregação evangélica, principalmente pentecostal, enfatizava que os cristãos não deveriam se apegar às riquezas materiais, aos interesses terrenos e que os problemas da vida, como enfermidades, perseguições, falta de dinheiro, eram provações divinas.Hoje, como assevera o texto abaixo citado do sociólogo Ricardo Mariano, isto mudou. Idéias e valores seculares, travestidos de doutrinas aparentemente bíblicas, têm invadido com extraordinário sucesso muitas igrejas evangélicas. Agora, ter um encontro com Cristo constitui quase o mesmo que ganhar na loteria. O que importa é ficar "de bem com a vida".

A pregação escatológica, em moda há poucos anos, perdeu terreno. O paraíso agora está mais para o shopping center mais próximo. "A despeito de serem majoritariamente pobres, os pentecostais nunca fizeram elogios nem atribuíram significado redentor à pobreza. Não a reconheciam como uma virtude cristã. Antes, ansiavam superá-la no paraíso, já que viam este mundo como um vale de tormentos e sofrimentos. Também não se consideravam, pelo simples fato de serem pobres, necessariamente herdeiros preferenciais do Reino dos Céus. Por outro lado, não associavam a posse de bens terrenos à detenção de maior espiritualidade. Na realidade, resignados no ascético "caminho estreito", sempre desvalorizaram, ao menos na retórica, a busca de riquezas e alegrias deste mundo.

A Teologia da Prosperidade subverte radicalmente isto, prometendo prosperidade, redenção da pobreza nesta vida. Ademais, na Teologia da Prosperidade a pobreza significa falta de fé, algo que desqualifica qualquer postulante à salvação. Segundo os pregadores da Teologia da Prosperidade, Jesus veio ao mundo pregar o Evangelho aos pobres justamente para que eles deixassem de ser pobres.

O Brasil, com cerca de 25 milhões de crentes, é a maior nação evangélica da América Latina. Nada menos que 15% de sua população já é evangélica. Seu crescimento nas duas últimas duas décadas se acelerou muito, ameaçando a, até recentemente, inabalável hegemonia católica. Esta verdadeira conversão em massa tem sido realizada sobretudo pelas igrejas pentecostais. Entre elas destaca-se a Igreja Universal do Reino de Deus, multinacional da fé que mais cresce no Brasil, Renascer, Casa da Benção, Comunhão Plena, entre outras .Estas igrejas tem em média, cinco cultos diários cujos temas preferidos são: dinheiro, demônios e enfermidades. Nelas, podemos freqüentemente observar práticas pagãs, bastante comuns no catolicismo popular e mesmo na umbanda, como distribuição de "fitinha da prosperidade", "sal grosso", sabonete, espada, chaves, rosas, lenços, rituais de descarrego com "arruda" para dar sorte, água benta, óleo ungido etc. Tais práticas, em sua maioria, têm por finalidade arrancar dinheiro dos fiéis ou potenciais conversos acometidos pelo desemprego, por doenças, pela desintegração familiar, por vícios de alcoolismo, de drogas e até mesmo pelo diabo.

Diante de tais práticas pagãs e doutrinas heréticas, o cristão genuíno preocupado com a Verdade, não pode se omitir. Para o bem do Evangelho e para que a Verdade triunfe, somos obrigados a refutar o que há de herético nesses movimentos. continua...

Que Deus nos perdoe !