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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cinquenta tons de cinza (Erika Leonard James)



Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seu próprios termos

Resumo do Livro:
 
Cinquenta tons de cinza não se assemelha ao livro da rameira que relatou orgias sexuais usando palavrões de porta de banheiro. Em O doce veneno do escorpião, a autora simplesmente narra suas ousadas peripécias no universo da prostituição. No caso da britânica, apesar da forte carga erótica, existe um enredo que vai além das quatro paredes.

Na história, o casal protagonista vive um tórrido romance e as cenas dos encontros na horizontal são descritas com riqueza de detalhes. Mas o jogo que move os dois é, no mínimo, perturbador: existe um contrato entre eles, o qual determina que Anastasia seja submissa na cama a Christian Grey, um jovem milionário. O sadomasoquismo é explorado pela autora e vem daí o motivo para tanta curiosidade entre os leitores – principalmente entre leitoras.

Muitos homens estão torcendo o nariz para o livro justamente porque ele incita a fantasia entre a classe feminina. É como se tudo aquilo que desejam fazer com mulheres fora do convívio doméstico não pudesse ser cogitado por suas esposas e/ou namoradas. Infelizmente, ainda hoje existem os que reproduzem o comportamento dos personagens da novela Gabriela: são os homens que têm um desempenho morno dentro de casa, apenas cumprindo um ritual, mas buscam em outros braços – e pernas – a realização das suas fantasias.

Excluindo os casos de encontros carnais esporádicos, desses que acontecem depois de uma noite embalada a álcool, os relacionamentos estáveis entre um homem e uma mulher, mesmo depois de muitos anos de convivência, podem ter uma vida sexual interessante. A cama não chega a ser um octógono, onde exista uma espécie de “vale tudo”, mas novas experiências, desde com consentimento mútuo, são bem-vindas.

Isso não quer dizer necessariamente que, a exemplo do livro, chicotes e algemas sejam acessórios indispensáveis. Entretanto, buscar novidades é uma atitude saudável para o casal e não deve ser motivo de escândalo. O mais importante é que haja não apenas uma química entre os corpos, mas uma sintonia entre as almas.

No livro, a submissão sexual feminina é discutida e esse é um ponto interessante. Uma mulher pode ser chamada de independente não apenas quando tiver uma vida profissional satisfatória e um bom salário. Uma mulher será independente quando não se submeter às vontades do seu companheiro na cama apenas por medo de perdê-lo. Uma mulher será independente quando não se sentir constrangida em dizer para o marido ou para o namorado que tem suas fantasias e que deseja realizá-las com ele.
Cinquenta tons de cinza mexe com o imaginário feminino. Atire a primeira lingerie a mulher que ler um trecho e não se imaginar vivendo aquilo tudo.

Mas isso não é motivo para queixos caídos, tampouco para frases como “o mundo está perdido”. Sexo, se tratado como consequência de uma história, é algo maravilhoso. O problema é quando se torna a causa de uma relação, quando é banalizado e vulgarizado. Deprimente é ver que há quem venda o corpo para ganhar o pão.

Muitas mulheres da minha geração leram romances eróticos na adolescência e ninguém se escandalizava com isso. Sabrina, Bianca e Júlia eram coleções de banca de revista que faziam a festa da nossa imaginação. A diferença é que, naquela época, não podíamos concretizar nossas fantasias.
Se a ficção contribuir para tornar a vida a dois mais interessante, em tons de cinza ou em qualquer outra cor, melhor para todos nós.

Título Nacional: Cinquenta Tons de Cinza
Autora: Erika Leonard James
Ano de Lançamento: 2012
Número de Páginas: 480 páginas
Editora: Intrínseca
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva

Título Original: Fifty Shades of Grey
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 356 páginas
Editora: The Writer’s Coffee Shop Publishing House

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ramsés - Christian Jacq (Cinco Volumes)

Sobre os Livros:
Quando se evoca a grandeza do antigo Egito, um nome vem imediatamente á memória: Ramsés, que reinou durante mais de sessenta anos.

Ao recriar a grandiosidade e o mistério dos tempos antigos, retrata, como nunca se fez antes, o magnífico faraó Ramsés, cujo reinado se encontra talhado em esculturas colossais. Pertencente à XIX dinastia do Egito Antigo, Ramsés soube cultivar a sabedoria, a justiça e a prosperidade. Abençoado por Sethi e amado pelo povo, ele reinou por mais de 60 anos às margens do Nilo, a terra do misticismo e do encantamento.

Minha opinião: Indico fortemente essa saga, ainda mais pra quem gosta do Egito. Tem um alto conteúdo histórico, amizades, traições, guerras, sexo… o nível do diálogo é extremamente simples, poderiam ser lidos até por crianças se não fosse por algumas coisinhas mencionadas acima. O trabalho editorial é incrível, dando nota 10 para as capas.
1º Livro da Série Ramsés – “O Filho da Luz”
Ano de Lançamento: 2000
Número de Páginas: 389 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre

Sinopse: Primeiro volume da saga em cinco partes sobre a vida do faraó Ramsés. Ele é um jovem que anseia secretamente substituir o pai no trono do Egito, mas o direito à sucessão pertence a seu irmão, Chenar. Mas quem realmente sucederá o faraó Sethi?


2º Livro da Série Ramsés – “O Templo de Milhões de Anos”
Ano de Lançamento: 2000
Número de Páginas: 369 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre
Sinopse: Ao recriar a grandiosidade do Egito Antigo, o autor retrata como nunca o magnífico faraó Ramsés, cujo reinado se encontra talhado em esculturas colossais. Exclusivo, entre os brasileiros, como o mais conhecido dos pecados capitais – a inveja.
3º Livro da Série Ramsés – “A Batalha de Kadesh”
Ano de Lançamento: 2000
Número de Páginas: 369 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre
Sinopse: Neste volume, Ramsés tem de enfrentar um exército inimigo com poder bélico maior do que o seu enquanto busca salvar a vida de sua esposa que está gravemente doente. Comunidade no Orkut: Sem comunidade por enquanto…
4º Livro da Série Ramsés – “A Dama de Abu-Simbel”
Ano de Lançamento: 2000
Número de Páginas: 370 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre
Sinopse: No penúltimo volume da série, o egiptólogo Christian Jacq dá continuidade à saga romanceada do faraó egípcio Ramsés. Neste volume, além enfrentar a ira de Moisés, que virá libertar os hebreus, o faraó terá que livrar-se da magia negra de um mago líbio.
 5º Livro da Série Ramsés – “Sob a Acácia do Ocidente”
Ano de Lançamento: 2000
Número de Páginas: 364 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre
Sinopse: No último volume da série, o egiptólogo Christian Jacq dá continuidade à saga romanceada do faraó egípcio Ramsés. Neste volume, Ramsés se vê acossado pelo seu maior inimigo: o tempo, pior que todos os magos e hebreus. O tempo roubou-lhe o amor e os amigos, e agora castiga o próprio faraó.

Por Edson Moura

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Crime e Castigo - Fiódor Dostoiésvski


Resumo do livro:

Se você não leu, certamente já ouviu falar. Crime e Castigo, do russo Fiódor Mikháilovitch Dostoiésvski, foi publicado pela primeira vez em 1866 e foi o primeiro romance do autor traduzido para línguas da Europa Ocidental.

O livro relata a angústia e o sofrimento vividos por Ródion Románovitch Raskólnikov, um jovem estudante de direito que se vê marginalizado pela falta de dinheiro. Após ter cometido o assassinato de duas mulheres: Alena Ivánovna, uma velha usurária, a quem Raskólnikov empenhava alguns objetos para obter dinheiro para sua sobrevivência e Isabel Ivánovna, irmã da usurária, também assassinada, por estar no lugar e hora erradas.

A história, que se faz interessante já pela originalidade seu enredo central, é uma das obras mais importantes da literatura mundial por ser um verdadeiro ensaio psicológico das personagens, uma qualidade ímpar dos escritores russos.
A trama, à primeira vista, é um romance policial: descobrir um assassino. Assassino esse que está revelado ao leitor desde o início. Seria um romance policial comum se a narrativa não se fizesse transcorrer numa teia envolvente de personagens e tramas paralelas capazes de prender o leitor não mais para a resolução do caso, mas para a resolução dos dramas humanos que o autor propõe.

Sem dúvida, trata-se de uma história única capaz de produzir sentimentos diversos e intensos para quem a lê. E se você ainda não está convencido sobre a importância deste livro basta dizer que Crime e Castigo é considerado por muitos, e importantes críticos literatos, como o grande romance de todos os tempos.

Então, meu amigo, se você ainda não leu, trate de sair da frente deste computador e corra a uma livraria, sebo ou até mesmo para a coleção de livros velhos e empoeirados do vovô e extasie-se pela trilha intrincada de ações e sentimentos que é você: ser humano.

Edson Moura

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dias de Perdão - Michael Gregório

Sinopse do Livro:

Na Prússia conquistada pelos franceses, o jugo da mão de Napoleão Bonaparte impõe medo e repressão na população. Nesse cenário, o renomado magistrado Hanno Stiffenis é intimado a acompanhar alguns soldados franceses que inesperadamente batem a sua porta. De imediato o procurador pensa o pior: era de conhecimento de todos que muitas dessas visitas resultaram no desaparecimento sem explicação de várias pessoas por serem consideradas opositoras aos estrangeiros.

Hanno era conhecido pela sua proximidade com um dos maiores personagens do país, o filósofo Immanuel Kant, que lhe ajudou a solucionar uma série de assassinatos na capital Könisberg.

Seria possível que aquela amizade o levaria à prisão ou pior, a morte?

No livro Dias de Perdão, segundo volume da série que apresenta Hanno Stiffenis como um detetive de casos misteriosos, o autor Michael Gregorio continua compondo um ótimo romance histórico misturando com maestria mistério e investigação, como Arthur Conan Doyle fez com o seu Sherlock Holmes. No primeiro livro, Crítica da Razão Criminosa, Stiffenis e o célebre pensador Kant se unem para desvendar uma série de assassinatos sem explicação.

Agora no recém-lançado Dias de Perdão aborda a Prùssia conquistada por Bonaparte em 1807 e os temores de muitos dos seus habitantes. Hanno, contudo descobre aliviado que a convocação foi feita pelo coronel do exército Francês Serge Lavedrine, para desvendar um novo caso: solucionar o assassinato de três crianças, encontradas mutiladas em uma casa afastada da cidade de Lotingen e o desaparecimento de sua mãe. Laverdrine, um criminologista muito interessado nas palavras e estudos que Kant deixou sobre a natureza do crime, queria ver como Hanno sairia na investigação sob a pressão do governo da Prússia, de alguns rebeldes, do próprio invasor francês e do anti-semitismo vigente na época.

Michael Gregorio, ou melhor a dupla Michael G. Jacob e Daniela De Gregorio recriam com bastante atenção no cenário histórico um thriller que seguirá o sucesso do livro anterior. A paisagem sombria das florestas e das cidades congeladas durante o inverno de 1807 é retratada com vigor, além de também abordar com uma pena hábil temas como o crescente nacionalismo, o anti-semitismo, a emancipação judia e a emergência das ciências, tudo isso, entrelaçado com a investigação que Hanno e Lavedrine fazem para o mistério da morte das crianças.

Hanno irá procurá Bruno Gottewald, o pai dos garotos, deixando com muito receio sua esposa e seus dois filhos, ante o ambiente terrível que sua cidade passava. Bruno, está servindo o exército da Prússia numa fortaleza bem afastada, comandada pelo fanático general nacionalista Katowice. No local, descobre que o major foi assassinado misteriosamente em um exercício de treino.

Em seu retorno à Lotingen, um cadáver de uma mulher é encontrado esmagado em um armazém, Hanno logo descobre que é a esposa do major morto e o mistério aumenta, em poucas semanas, uma família prussiana foi eliminada. O que estaria acontecendo? Seria um ato francês para aumentar seu poder? Ou seria a culpa dos judeus? Ou ainda, uma trágica coincidência? Narrado em primeira pessoa, pelo protagonista da narrativa, Dias de perdão segue e desenvoltura do primeiro, mergulhando o leitor no ambiente da época, com as problemáticas da população, de seus governantes e dos invasores estrangeiros.

Uma leitura envolvente do início ao fim, o "autor" cria mais uma vez a atmosfera histórica em conjunto com a exploração de técnicas de investigação criminal para montar um ótimo romance histórico. 

Edson Moura

Crítica da Razão Criminosa - Michael Gregório


Em 1804, enquanto as tropas napoleônicas rondavam as fronteiras da Prússia, ameaçando uma invasão, uma série de estranhos assassinatos atormentava a capital do reino germânico, Konisgsberg. O magistrado Hanno Stiffeniis é convocado para investigar os crimes, por ordem do próprio rei.

O jovem agente judiciário sai da pequena Lotingen, na fronteira com a Polônia, onde reside com a família e se refugiava de um passado turbulento. Viajando para a famosa cidade das Sete Pontes, descobre que quem o indicou para o sinistro caso fora o filho mais famoso da cidade, e certamente também de toda a Alemanha: o filosofo Immanuel Kant.

O professor de filosofia Michael Gregorio com esse enredo, estréia com, "Crítica da Razão Criminosa" (tradução Liliana da Silva Lopes, 464págs, Planeta), um thriller de mistério, onde confronta a razão filosófica e a ira criminosa, a ciência e a superstição, a investigação cientifica e a revelação espiritual cabendo ao leitor uma narrativa precisa e surpreendente que coloca em choque dois condicionadores do comportamento humano, o bom senso racional e a fé supersticiosa.

Um ótimo romance histórico, que abre uma nova série, ambientada na antiga Prússia e protagonizada pelo magistrado burguês Hanno Stiffeniis. Em seu primeiro caso, Stiffeniis tentará a luz da lógica achar o responsável pelos assassinatos em série.Trabalhando sob a vigilante e perspicaz supervisão de Kant, cuja fria racionalidade e ânsia de conhecimento ocultam um caráter inquietante. Com um passado que lhe persegue, o magistrado influenciou o grande pensador sete anos antes em um novo trabalho, um trato obscuro sobre a mente doentia de um assassino.

Immanuel Kant, célebre no mundo todo por suas publicações filosóficas, entre as quais, "Crítica da Razão Pura", possivelmente o livro mais influente da moderna filosofia. Vivia em uma casa nos arredores da capital prussiana, uma velhice sem notoriedade, pelo menos era o que se acreditava. Ainda era bem respeitado, por seu notável raciocínio, pela regularidade de seus hábitos, o temperamento severo e a impecável elegância. Kant, cujo vasto conjunto de idéias fora atacado pelas marés do romantismo, e logo a seguir pelo tsunami de Hegel, analisava o comportamento humano distinguindo o conhecimento sensível (que abrange as instituições sensíveis) e o conhecimento inteligível (que trata das idéias metafísicas). Stifffeniis usa essa Razão para investigar quatro estranhas mortes aparentemente sem solução, esforçando-se para ligar as peças daquele quebra-cabeça, apesar da supersticiosa população e inércia do trabalho dos policiais que conduziram as investigações.

Michael Gregorio desenvolve com habilidade a psique de cada personagem, fazendo uma história que envolve prostitutas, curandeiras, negromantes que asseguram falar com os mortos, pietistas em sua luta contra as tentações demoníacas, simpatizantes de Napoleão Bonaparte e os austeros e ineptos policiais prussianos. Brilhante concepção para a participação de Kant no thriller, como mentor do magistrado, aquém dirigirá na resolução dos casos. Como um Holmes e seu Dr. Watson.

Acompanhe neste Crítica da razão criminosa as investigações do jovem magistrado Hanno Stiffeniis, um dos poucos que conversou com Kant sobre as páginas secretas. O escritor Michael Gregorio construiu uma trama apaixonante, na qual razão e superstição combinam-se de uma forma assustadora.

Você irá se surpreender com o desfecho que Michael Gregória dá à trama. Passará então a amar e por muitas vezes, odiar as atitudes do homem para favorecer ou, proteger a memória daqueles que admiramos.
  • Editora: Planeta do Brasil

  • Autor: MICHAEL GREGORIO

  • ISBN: 8576652218

  • Origem: Nacional

  • Ano: 2006

  • Edição: 1

  • Número de páginas: 464

  • Acabamento: Brochura

  • Formato: Médio

domingo, 5 de junho de 2011

Gravidade - Tess Gerritsen

Sinopse: A pesquisadora Emma Watson está prestes a realizar a missão mais importante de sua vida: estudar o comportamento da vida terrestre no espaço. Escolhida pela Nasa para conduzir uma série de experimentos sobre o comportamento de organismos unicelulares, a Dra. Watson logo descobre a natureza aterrorizante desses organismos e precisa correr contra o tempo para conter uma doença mortal que pode ameaçar a Terra.

Tess Gerritsen se aventura no campo do desconhecido, e o resultado é este suspense que mistura, de forma brilhante, ficção científica e medicina.

Fatos: Tess Gerritsen é uma autora norte-americana de sucesso com seus thrillers médicos. Aclamada por seus fãs como uma versão feminina de Robin Cook, seus romances chegaram às principais listas de mais vendidos nos EUA. De ascendência chinesa, Tess Gerritsen cresceu nos EUA tendo talvez herdado do avô, um conhecido poeta, o talento para a escrita. Como sempre a fascinou a história e a ciência, os seus livros partem de uma cuidada pesquisa e rigor científico.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eclipse - Stephenie Meyer


Resumo do Livro
Um exército de vampiros “recém-nascidos” está à solta nas ruas de Seattle, uma cidade perto de Forks, e Edward está mais alerta que nunca. Enquanto os Cullen vêem este problema como uma desculpa para receberem uma visita dos Volturi, Bella preocupa-se mais em escolher a sua amizade com Jacob Black (permanecendo humana, mas entregue ao castigo dos Volturi por ser a única humana a saber sobre a existência de vampiros) ou o amor que sente por Edward (sendo transformada em vampira e não sendo castigada pelos Volturi) e originar uma batalha entre lobisomens e vampiros, pondo a sua nova familia e os seus antigos amigos em risco. 

Enquanto isso, Edward pede Bella em casamento, que aceita seu pedido. Bella descobre que Victoria é a criadora dos novos vampiros (ela quer se vingar de Edward por ter matado James, seu companheiro. Já que Edward o matou, ela pretende matar Bella) e uma batalha para proteger a adolescente começa. 

Bella se sente confusa com os novos sentimentos que surgem dentro de si, o amor de Jacob Black que vem a ser uma dúvida e o medo da pós-transformação. Os lobisomens aliam-se aos Cullen (que antes eram inimigos mortais) e Victoria é morta por Edward. Os Volturi aparecem mas eles confiam em que Carlisle vai transformar Bella em vampira.

Para saber mais sobre a autora, clique no link a seguir: História da Stephenie Meyer na Estante Online

Mais livros da mesma autora:

Lua Nova - Stephenie Meyer

Resumo do livro

No aniversário de 18 anos de Bella, Edward e os outros Cullen fazem uma festa especial para ela na sua mansão. Porém, ao abrir um dos presentes, Bella acaba se cortando e deixa os vampiros sedentos (com exceção de Carlisle).Edward fica transtornado por colocar Bella repentinamente em perigo, e decide mudar-se com sua família (deixando Bella para trás).

Para ser mais fácil a partida e para Bella poder seguir sua vida como se nada tivesse acontecido, Edward diz a Bella que não a ama.Cinco meses depois da partida de Edward, Charlie fica irritado por Bella nunca fazer nada (além de se lamentar e estudar), e tenta mandá-la para Phoenix novamente.
Bella tem um acesso de fúria, e Charlie decide que Bella pode ficar, desde que volte a sair com seus amigos(ela nunca mais falara com nenhum desde a partida de Edward). 

Ela começa a passar as tardes na casa de Jacob Black, em La Push.Numa dessas tardes,Jacob e Bella vão à praia, e vêem Sam Uley e seus companheiros pulando de um penhasco.Jacob conta para Bella que acha que Sam tem uma “gangue”, e promete levá-la para pular do penhasco algum dia, já que Bella demonstrou interesse.

Numa noite,Jacob, Bella e Mike (da escola de Bella)vão ao cinema, e Mike passa a eles uma virose.Jacob, ao chegar em casa, é alertado por Billy que parece ruim, e ele explode como lobisomem(Bella ainda não sabe desse fato). Como eles devem manter sua existência em segredo, ele diz a Bella que contraiu monocelulose.Bella fica desesperada, pois a média de recuperação de monocelulose é de aproximadamente um mês.Porém, duas semanas depois Jacob “melhora”,e começa a andar com a “gangue” de Sam Uley.Bella quer esclarecimentos, porém acaba brigando com Jacob. 

Eles fazem as pazes numa outra tarde, quando Bella descobre que Jacob é um lobisomem. Jacob conta a Bella que eles mataram Laurent e estão perseguindo a “parceira” dele (na verdade velha amiga), uma vampira ruiva.Bella lembra que a vampira é Victoria, que está atrás dela com sede de vingança pela morte de James. Chegam as férias de verão.Numa tarde, enquanto Jacob e os outros lobisomens caçam Victoria, Bella decide pular do penhasco sozinha.

Alice Cullen tem uma visão de Bella pulando (em seguida morrendo)e corre até Forks. Porém, ao chegar lá, vê que Bella foi salva por Jacob, e fica frustrada pelo fato de que em suas visões não aparecem os lobisomens. Rosalie Hale, confiante da visão de Alice, conta a Edward(que está no Rio de Janeiro) que Bella morreu, e Edward telefona para a casa dos Swan para confirmar. Nesse momento, na casa de Bella, estão Jacob, Bella e Alice(escondida de Jacob),e Jacob atende o telefone.
Edward identifica-se como Carlisle, e pergunta onde está Charlie. Jacob diz “no enterro”. Edward,pensando que Bella está morta, vai até Volterra, na Itália, para se suicidar. O que Edward não sabe é que Charlie não está no enterro de Bella, mas sim no de Harry, que teve um ataque cardíaco enquanto Bella pulava do penhasco. 

Alice entra na sala de Bella(onde ela está com Jacob) e pergunta a ele o que ele disse, pois Edward mentiu ser Carlisle e Rosalie contou a ele que Bella “havia morrido”. Quando Alice conta a Bella que Edward está indo à Itália, Bella se apavora, pois sabe que Edward vai se expôr como vampiro e se matar. Alice e Bella chegam a tempo de impedir a exposição de Edward, e os três, antes de voltar, têm que falar com Aro, um dos três Volturi. 

Aro fica fascinado pelo poder dos três, e quer que eles juntem-se aos Volturi.Nenhum deles aceita.Ao voltar para Forks, Edward diz a Bella que ele sempre a amou, e que mentiu para Bella seguir sua vida normalmente, sem nenhum risco. Ele diz que nunca mais partirá porque os riscos de Bella sem ele são muito maiores, pois “Bella está no meio de Victoria e de cães”(os lobisomens).Bella e Edward reajustam seus horários.

Para saber mais sobre a autora do livro, clique no link a seguir: História de Stephenie Meyer na Estante Online

Crepúsculo - Stephenie Meyer

Resumo do Livro

CREPÚSCULO poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego - um romance repleto das angústias e incertezas da juventude - o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos.

Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks - último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen. Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona.

Ele, no melhor estilo " amor proibido", alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.

Sobre a capa da livro:
Stephenie Meyer declarou que a maçã na capa de "Twilight" representa o fruto proibido do livro de Gênesis. Ela simboliza o amor de Bella e Edward, o que é proibido, semelhante ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, como está implícito pela citação de Gênesis 3:3 no início do livro. Representa também o conhecimento de Bella daquilo que o bem e o mal são, bem como a escolha que ela tem do "fruto proibido", Edward, escolhendo ou não vê-lo. Em uma das cenas do filme, uma maçã cai e Edward a pega. O jeito que ele pegou a maçã com as duas mãos formou a imagem da capa.


Para saber mais sobre a autora, clique no link a seguir: História de Stephenie Meyer na Estante Online

domingo, 9 de janeiro de 2011

Amanhecer - Stephenie Meyer

Resumo do Livro

Amanhecer (Breaking Dawn, em inglês) é o quarto e último livro da série Twilight (Crepúsculo) de Stephenie Meyer. Foi lançado primeiramente em inglês, em 2 de agosto de 2008. Em 9 de junho de 2009 foi lançado em Portugal e em 26 de junho de 2009 no Brasil, com uma tiragem inicial de 400 mil cópias.

Este livro é dividido em três "livros" ou seções, sendo o primeiro narrado por Bella Swan, o segundo por Jacob Black e o terceiro narrado novamente por Bella Swan. 

De sua primeira tiragem de 3.7 milhões de exemplares nos Estados Unidos, 1.3 milhões foram vendidos nas primeiras 24 horas, estabelecendo um recorde de vendas do primeiro dia no Hachette Book Group USA.

Segundo Stephenie Meyer, a capa de Amanhecer, ilustrada por uma peça rainha de Xadrez, representa a reviravolta do papel de Bella durante este livro, onde ela se torna parte importante na vitória dos Cullen.

Se você é fã da série Crepúsculo e ainda não teve oportunidade de comprar o livro Amanhecer que é a ultima aventura de Edward e Bella, então leia o resumo do livro Amanhecer aqui na Estante Online.

Bella e Edward se casam e durante a lua de mel ela engravida. Temendo que a criança mate Bella, Edward e Carlisle decidem fazer ela abortar mas ela não aceita. Com o tempo de gravidez Bella começa a definhar e precisa de sangue para gerar a criança.

Temendo o que vai nascer, os lobisomens lançam guerra para matar Bella, assim como os Volturi que retornam para matar a criança quando ela nascer. Quando a criança nasce, Bella é transformada por Edward para não morrer. Renesmee é o nome da menina, que é meio vampira.

Alice consegue provar para os Volturi que a menina não é perigosa e a guerra entre Lobos e Vampiros chega ao fim. Bella agora vampira, consegue criar escudos de proteção e Edward consegue ler sua mente, mas só quando ela permite. Os dois parecem viver felizes, mas a eternidade os aguarda.

Essa saga crepúsculo deve ser acompanhada através de livros e filmes pelos fãs que gostaram dessa história que envolve vampiros, lobisomens e seres humanos normais envolvidos com essas duas criaturas que só podem ser vistas nos cinemas, mas também podem ser vistos nesses livros escritos pela escritora americana Stephenie Meyer que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro com essa história que felizmente virou filme de sucesso que deve ser assistido para melhor entendimento dessa saga formada por quatro livros e quatro filmes cinematográficos.

Sobre a autora:
Stephenie Meyer (Morgan em solteira; Hartford, 24 de dezembro de 1973) é uma escritora americana, conhecida pelos best-sellers da série Twilight (Crepúsculo), que gira em torno da relação entre a jovem Bella Swan (uma menina tímida e sem auto-estima que se muda para uma nova cidade) e um vampiro, Edward Cullen (um vampiro "vegetariano", por não beber sangue humano, que tem um forte apelo ao sangue da garota ). Dois personagens de contrastes que se apaixonam e resolvem correr o risco de uma proximidade tão perigosa. A história é repleta de romance, aventura, suspense e seres sobrenaturais.

Graças à repercussão da série Crepúsculo, Meyer foi classificada como 49º na lista da revista Time das "100 pessoas mais influentes em 2008". Em 2010, a Forbes classificou-a como a 59º celebridade mais poderosa, com salário anual de US$ 40 milhões.

Os livros da série Crepúsculo já venderam cerca de 116 milhões de cópias ao redor do mundo, com traduções em 37 línguas diferentes, para 50 países. A adaptação cinematográfica de Crepúsculo foi lançada nos Estados Unidos em 21 de novembro de 2008, e no Brasil em 19 de dezembro. Stephenie Meyer também é autora do romance de ficção científica The Host ( tendo este estado também em primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, já com edição em português).

Título: Amanhecer
Idioma: Português
Tema: Literatura Estrangeira-Romances
Ano:  2009
Tipo de capa: BROCHURA
Páginas: 567
Edição: 1
Autor: Stephenie Meyer
ISBN: 9788598078765
Editora: Intrinseca

Meu nome era Judas - C. K. Stead

Resumo do Livro:

O escritor C.K. Stead propõe uma polêmica alternativa ao Novo Testamento ao contar a história de Jesus pelo ponto de vista de Judas Iscariotes. Nesta versão não há traição, não há beijo, não há divindade, não há milagres, não há suicídio. A história de Judas é a de um homem que ousou ir contra a tradição de sua família para abraçar a causa que lhe parecia verdadeira. 

Depois, testemunha do suplício de Jesus, ele sente perder a esperança quando ouve seu desabafo na cruz; 'Senhor Deus do Céu, por que me abandonaste?'. Décadas mais tarde, tendo renunciado a seu nome, a seu povo e a sua fé, Judas acompanha as notícias sobre a nova religião cristã que então desponta, cujos seguidores insistem em chamá-lo de traidor.

Christian Karlson Stead, Onz , CBE (nasceu 17 out 1932) é uma Nova Zelândia escritor cuja obra inclui romances, poesia, contos e críticas literárias.

Um dos romances de Karl Stead , Smith's Dream, forneceu a base para o filme Sleeping Dogs , estrelado por Sam Neill , o que se tornou o primeiro novo filme Zelândia lançado nos Estados Unidos e. Mansfield: A Novel foi um dos finalistas para 2005 Tasmânia Pacífico Fiction Prize recebeu elogios em 2005 Commonwealth Writers Prize para o Sudeste da Ásia e Pacífico sul.

CK Stead nasceu em Auckland . Para a maior parte de sua carreira foi professor de Inglês na Universidade de Auckland , aposentando-se em 1986 para escrever em tempo integral. Ele recebeu um CBE em 1985 e foi admitido na mais alta honraria da Nova Zelândia pode oferecer, a Ordem da Nova Zelândia em 2007.

Obras do autor:

Se a vontade é livre: Poemas 1954-1962
A Nova Poética (1964)
Smith's Dream (1971)
Cruzando o Bar (1972)
Quesada: Poemas 1972-1974 (1975) 
Andando Westward (1979)
Cinco para o Symbol (1981)
Geografias (1982)
No caso de vidro: Ensaios sobre Literatura da Nova Zelândia (1982)
Paris: Um poema (1984)
Poemas de uma década (1983)
Todos os visitantes em terra (1984)
A Morte do Corpo (1986)
Pound, Yeats, Eliot e do Movimento Modernista (1986)
Between (1988) Entre (1988)
Respondendo ao Idioma: Ensaios sobre escritores modernos (1989)
Vozes (1990)
O Fim do Século no Fim do Mundo (1992)
O Whakapapa Canto (1994)
Villa Vittoria (1997)
 Palha em ouro: Novo e poemas selecionados (1997)
O Blonde Blind com velas em seu cabelo (1998)
Falar sobre O'Dwyer (1999)
A Coisa Certa (2000)
O Escritor no Trabalho: Ensaios (2000)
A História Secreta do Modernismo (2001)
Kin do Lugar: Ensaios sobre os escritores da Nova Zelândia, 20 (2002)
Mansfield: um romance (2004)
Meu nome era Judas (2006)
O Rio Preto (2007)

Autor: C. K. Stead
Editora: A R X
Categoria: Cristianismo
Ano Edição: 2007
ISBN:9788575812686
Nº da Páginas:239
Tipo de capa: Brochura

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón



Resumo do Livro:

Daniel Sempere é um menino de 10 anos em 1945 em Barcelona do pós segunda guerra. Ainda sobre o clima pesado do fim de guerra, é apresentado por seu pai, o dono de um sebo importante de Barcelona ao Cemitério dos Livros Esquecidos, lugar meio mágico, onde estão exemplares de livros abandonados e como diz o nome deste lugar, esquecidos. 

Este lugar tem um ritual: "a primeira vez que alguém visita aquele lugar, que escolha um livro, aquele que preferir, e que o adote, garantindo assim que nunca desapareça, que Se mantenha vivo para sempre." Nessa visita, um tanto quanto ritualista e apaixonante para amantes de livros, Daniel se vê escolhido por uma obra em especial: A Sombra do Vento de Julian Carax.

Este livro maldito e amaldiçoado, mudará o rumo de sua vida e o arrastará por um labirinto de mistérios, segredos, personagens enigmáticos e romance. Ao se ver, fascinado pelo escritor um tanto quanto desconhecido, Daniel começa uma busca inocente por maiores informações sobre o autor. E descobre que este promissor escritor teve uma vida cheia de desgraças, sendo dado como morto em circustancias um tanto quanto suspeitas. 

Com isso se envolve numa trama que tenta encontrar novos exemplares do autor e descobrir sua biografia. Conhece Clara, com quem vive seu primeiro romance inocente e pré-adolescente, mas que lhe causa grande decepção. Depois, conhece Fermin a quem tira da sarjeta e que se torna seu grande amigo. Enfrenta a fúria, o sadismo e o medo de Fumero e por fim se realiza através do amor de "Bea". 

O livro envolve a iniciação no amor e numa trama digna de tramas policiais, onde a vida do autor desconhecido e a sua parece se entrelaçar de forma mágica e paralela, coincidentemente num ambiente fascinante de Barcelona onde Daniel percorre as praças, cafés do mundo Gótico, as Ramblas e o Tibidabo, adentrando nos mistérios e segredos mais obscuros desta cidade .

Título: A sombra do vento
Autore: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 399

Sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón (Barcelona, 1964) é um escritor espanhol.
Em 1993 ganhou o prêmio Ebedé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Desde então, publicou quatro romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos para um público mais jovem, e intitulam-se de El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina. Nos últimos anos transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com A Sombra do Vento,que foi traduzido em mais de 30 idiomas e publicado em cerca de 45 países, e foi finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d'Escritas, do ano de 2006. Seu romance mais atual é O Jogo do Anjo,escrito em 2008,que teve mais de um milhão de exemplares vendidos na Espanha.

O autor vive atualmente em Los Angeles, onde escreve roteiros para o cinema e trabalha em um novo romance. Zafón colabora também nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País. A Sombra do Vento já ultrapassou a marca dos 6.5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, em 2001.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Os Caminhos da Liberdade 3 - -Com a Morte na Alma- Jean Paul Sartre

“A Idade da Razão”, “Sursis” e “Com a Morte na Alma” são livros fazem parte da trilogia Caminhos da Liberdade, do filósofo existencialista francês Jean Paul Sartre.

Sinopse do livro:

No primeiro, A Idade da Razão, as questões individuais predominam. No segundo volume da trilogia, Sursis, os acontecimentos políticos revelam que os projetos de vida individuais são, na verdade, determinados pelo curso da história, tornando-se ilusória a busca da liberdade num plano puramente pessoal: a liberdade é sempre vivida "em situação" e realizada no engajamento de projetos voltados para interesses humanos comunitários. Apenas um compromisso com a história pode dar sentido à existência individual. Em Com a Morte na Alma, último romance da trilogia, Sartre nos descreve indiretamente a tese do engajamento gratuito.

Trata-se de uma história que descreve a invasão das tropas alemãs na França, durante a II Guerra Mundial, em junho de 1940. Através das descrições e subjetividade de suas personagens, é possível localizar em diversos trechos do livro alguns dos principais conceitos do filósofo, que foi combatente durante esse mesmo período e esteve aprisionado em um campo de concentração.

O livro descreve principalmente a subjetividade de soldados franceses quando estes já estavam prestes a se tornarem prisioneiros de guerra, alguns, conformados com as batalhas perdidas, outros, entregando-se à morte num ato quase heróico, se para o escritor, o heroísmo não passasse de mera construção do indivíduo que é obrigado a ver-se livre para fazer escolhas.

Mathieu, um jovem professor de filosofia, entre combatentes franceses pouco instruídos, que entregam-se à incapacidade de decidirem o que fazer quando são abandonados pelo próprio general; Daniel, um pederasta que tem como objeto de desejo um jovem poeta que decide entregar-se ao suicídio; e Brunet, um comunista que mesmo preso num campo de concentração e entregue à fome e ao abandono não desiste de seus ideais, são, dentre as muitas personagens, os tipos psicológicos típicos de uma doutrina existencialista ateísta.

No livro “O Existencialismo é um Humanismo”, Sartre descreve a doutrina existencialista como não sendo apenas subjetividade pura para o indivíduo, mas também inter-subjetividade. A inter-subjetividade sugere que toda e qualquer escolha do indivíduo também diz respeito à escolha da humanidade em geral. 

O homem escolhe o próprio homem, quando faz escolhas para si mesmo, pois assim escolhe a imagem que faz do próprio homem. Quando é obrigado a ver-se livre para fazer escolhas, e percebe que nunca são exatamente certas, pois não há uma cartilha que descreva como deve ser um homem, uma vez que o homem se inventa a cada instante com suas escolhas através de seus atos, mas que ao escolher necessariamente estabelece um valor a elas, torna-se responsável não apenas por si mesmo, mas por todos os outros, pois a valoração é de ordem ética, e a ética diz respeito à sociedade. 

Nesse sentido, é necessário um certo “engajamento” gratuito, ou seja, a percepção de que a sua própria escolha é tão importante, que se todos escolhessem a mesma coisa, seria bom para todos? Podemos perceber neste ponto que essa filosofia se assemelha à ética kantiana, que é citada neste livro. Mesmo quando os homens optam por não fazer escolhas, já estão fazendo. E o não engajamento, ou seja, quando as escolhas são feitas sem a preocupação com outros homens, há o ocultamento de outros, nisso constitui um enganar-se a si mesmo, e necessariamente, ao agir de “má-fé”.

No entanto, mesmo quando existe o engajamento, a responsabilidade de optar por si mesmo e por todos é demasiada angustiante para os homens.

O homem existe porque se lança para o futuro, projeta-se no futuro. E neste livro, “Com a Morte na Alma”, estas três personagens, em especial, não conseguem se projetar num futuro, visto que a França já estava tomada pelos alemães, e eles não sabiam exatamente o que poderia acontecer. A narrativa frustrante dessas personagens nos mostra uma situação onde o engajamento, a inter-subjetividade, a angústia, as escolhas e o desespero aparecem de maneira gritante.

Mathieu, o jovem professor de filosofia, percebe-se diferente e ao mesmo tempo igual aos outros combatentes. Ele não consegue se ver projetado num futuro, pois ainda não havia decidido o que fazer, portanto, nesse momento continuava procurando um sentido para dar à sua existência. Os homens podem agir de maneiras diferentes quando expostos a uma mesma e difícil situação, mas existe o medo e todos são tomados por uma certa angústia ao serem “libertados” de seus postos, quando o general abandona-os. 

Eles não sabem ao certo o que fazer, quando não há mais ninguém para lhes dar ordens. Ao perceberem claramente que a partir desse determinado momento são livres para escolherem o seu destino, podem ficar, e lutar contra os soldados alemães, ou fugirem, ou matarem-se, e entram em um certo desespero, pois não há como renegar uma escolha, mas essas escolhas dependem desse determinado campo de possibilidades possíveis. Se ficarem em seus postos e lutarem contra os alemães, podem ser aprisionados, ou morrerem. Ou podem tornar-se empregados do exército alemão, dentre algumas possibilidades. Como não sabem ao certo o que lhes pode acontecer, alguns desejam a morte, e podem decidir ficar e serem abatidos pelos soldados alemães. Podemos perceber que o homem está condenado a ser livre, quando é obrigado a fazer escolhas.

Phillipe, o objeto de desejo de Daniel, é um jovem que havia se alistado, e sua tropa havia sido abatida. Estudara letras, era poeta. Não suportava a idéia de ser insultado, tanto pelo próprio padrasto, como a certeza de que, se vivo, haveria a distância de sua mãe. 

Sartre o descreve nos pensamentos de Daniel, como um ser narcisista. A ponto de querer suicidar-se. E Daniel o encontra exatamente nesta situação, quando o jovem aproxima-se do parapeito de uma ponte, disposto a entregar-se à morte. Mesmo optando, nesse caso, em não mais fazer escolhas, havia uma escolha feita. O desejo de se entregar reflete uma escolha. E Daniel aparece e o desafia a perceber que há muitas escolhas dentro desse campo de possibilidades, apesar de ele ter a consciência de que o jovem não poderá contar absolutamente com elas. 

O jovem não demonstra preocupação quanto ao fato de que a sua escolha reflete a escolha de toda a humanidade. Se todos optassem naquele momento pelo suicídio, seria realmente bom? Phillipe é uma bela descrição e um belo exemplo do conceito de má-fé do filósofo, pois engana-se à si mesmo.

É angustiante ao homem a percepção de que sua escolha pode ser realmente importante. É angustiante perceber que é obrigado a optar. É angustiante perceber que sempre vai optar por algo que achar que é mais importante, e que ao optar, acabará valorando sua escolha, como a melhor para todos. Mais angustiante ainda perceber que não existe a melhor opção, pois não foi o homem quem criou o homem e o homem é obrigado a inventar-se quando faz escolhas. Então a história da humanidade depende também das escolhas individuais.

“Mas eu não posso contar com homens que não conheço, apoiando-me na bondade humana, ou no interesse do homem pelo bem da sociedade, sendo aceite que o homem é livre e que não há nenhuma natureza humana em que eu possa basear-me”

O engajamento diz respeito a um certo compromisso com a humanidade, a essa consciência da própria responsabilidade dentro do campo da liberdade de fazer escolhas. O livro “Com a Morte na Alma” fala principalmente sobre isso.

“Entendemos por existencialismo uma doutrina que torna a vida humana possível e que, por outro lado, declara que toda a verdade e toda a ação implicam um meio e uma subjetividade humanas.”

Se o homem só existe através de seus atos, podemos ter os fenômenos como modos de representação do ser. O homem atinge o seu ser através dos fenômenos. É uma espécie de adequação da consciência entre os sujeitos e os objetos externos. E através dessa adequação, o homem descobre não somente a si, como também aos outros. Todo o projeto, por mais individual que seja, tem um valor universal, pois pode ser compreendido por outros homens.

E é nesse contexto em que se encontram os soldados franceses, em que se encontra Mathieu. Ele já não tem mais ideais, já não tem mais aspirações. Já não se importa com o futuro da França, nem com o futuro dos alemães. Não se importa se a guerra terminou ou não. Não se importa em ser covarde, nem em ser herói. Mas suas escolhas na trajetória do livro refletem juízos de valor bem fundamentados.

Após ignorar atitudes as quais julgava insensatas e grosseiras, após optar diversas vezes em não se deixar abater pela futilidade de seus companheiros, decide ficar e enfrentar o exército inimigo, não em um ato de heroísmo, mas numa escolha a qual julgou ser a melhor naquele determinado momento. Apesar de nunca ter atirado em um homem, sente imenso prazer ao abater um dos “fritz”. Em outro momento da sua trajetória vital, talvez não, mas durante apenas 15 minutos, aqueles nos quais ele julgou restarem antes da sua morte, fora a melhor escolha que poderia fazer.

“Podemos dizer que há uma universalidade do homem, mas ela não é dada, é indefinidamente construída. Eu construo o universal escolhendo-me; construo-o compreendendo o projeto de qualquer outro homem, seja qual for a sua época (…). O que o existencialismo toma a peito mostrar é a ligação do caráter absoluto do compromisso livre pelo qual cada homem se realiza, realizando um tipo de humanidade (…). Não há nenhuma diferença entre ser livremente, ser como projeto, como existência que escolhe a sua essência, e ser absoluto.”

Quando o general abandona os combatentes à própria sorte, eles passam dois dias sem saber o que fazer. Tudo era mais simples, quando havia alguém para lhes dar ordens. Alguns procuram se divertir, outros fogem. Mathieu decide ficar. Sabia que era cedo demais para morrer, mas tarde demais para voltar atrás.

Sartre procura elevar o existencialismo não à mera subjetividade humana. Não é ao quietismo que ele se refere, pelo contrário. O quietismo é atitude das pessoas que pensam que os outros são capazes de fazer algo, enquanto elas não. O que percebemos nesse último livro da trilogia é o engajamento voluntário desses soldados franceses. Se colocam ali tanto numa dedicação individual, quanto na dedicação coletiva. “O homem não é mais do que o que ele faz”. Esse é o primeiro princípio do existencialismo. E aqui percebemos o quão pragmático é o existencialismo de Sartre.

Principalmente quando descreve Brunet. É um personagem marxista. Ele acredita na sua ideologia. É aprisionado, juntamente a outros franceses, em um campo de concentração. Não compreende porque os franceses, que são maioria, não se rebelam contra os alemães que os guiam ao campo. Nesse momento, ele percebe que as suas escolhas também dependem das escolhas dos outros.

Ao chegarem ao campo de concentração, são abandonados à própria sorte, sem comida. Não sabem como lidar com aquela situação, alguns enlouquecem, outros brigam, distraem-se assim. Brunet procura fazer dessa experiência uma boa oportunidade para “aliciar” camaradas para o partido comunista. Explica aos companheiros os fundamentos básicos do socialismo, e a importância da liberdade, enquanto escolha de um para todos, e de todos para um.

O marxismo já pressupõe atos, e capacidade de ação. E a ação voltada para a coletividade. Dessa forma, descrevendo Brunet, ele nos apresenta o existencialismo como uma doutrina otimista, que pressupõe a capacidade de decidir por si mesmo, e por outros.

“Pois o Existencialismo não é, nunca foi, uma mera interpretação filosófica. Sempre conteve em suas premissas fortíssimos elementos de puro pragmatismo. Partindo-se do principio de que não existe nenhum ser supremo supra-humano que estabeleça a priori as condições morais e subjetivas da existência, tem-se portanto o fato de que o homem nasce total e completamente livre. Sem limitações, sem delimitações. Está sozinho, consigo e com os demais homens. Está Obrigado a ser Livre!

Por um lado, tal pensamento poderia levar a um estado de niilismo, de dúvidas e de perplexidade, sem horizontes, ou saídas visíveis. Paradoxalmente, para Sartre (ou, pelo menos, o paradoxo é aparente à primeira vista descuidada) esta liberdade ‘compulsória’ não leva ao niilismo passivo, muito menos à repugnante auto-complacência burguesa: para se completar e assumir sua plena liberdade individual, este ‘indivíduo’ necessita da interação social. Serão inevitáveis e lógicos os pontos de encontro entre o marxismo e o existencialismo”.

É fácil cair no niilismo ao falar sobre essa filosofia. Nossas ações refletem a escolha da humanidade, já que escolhendo, valoramos a imagem do homem, e as ações dos outros homens refletem as nossas, e disso nasce a angústia, da incapacidade de saber se as escolhas feitas são realmente as melhores. Nunca saberemos. O existencialista não tomará nunca o homem como fim, pois o homem está sempre por se construir.

No final do livro, aparece uma nova personagem. Um padre, dentre os prisioneiros do campo de concentração, que tenta promover ensinamentos bíblicos. O existencialismo de Sartre é ateísta, percebemos isso através do que ele nos diz sobre as escolhas. Se Deus escolhesse pelos homens, então não haveria angústia. O existencialismo é a doutrina da ação, pois o homem decide e faz escolhas o tempo todo. 

O homem existe, enquanto procura invariavelmente transcender a própria subjetividade, mas não é capaz de fazê-lo. O fim último das escolhas humanas, assim sendo, é a liberdade. Não há como fugir da liberdade. O homem está condenado a ser livre. Livre para fazer escolhas, e inventar-se através delas.

Para  saber mais sobre Sartre, clique no link à seguir: História de Sartre na Estante do Edson Moura