
Não busco mais um ser fora de mim, que habita em luz imarcescível, onde olho nenhum conseguiu vê, pensamento imaginar, coração sentir, mãos a palpar, intuição perceber, se quer experimentar.
Mas também não sou contra as pessoas que vivem dizendo que sente, pensam, vê e até que escutam sua voz, afinal fantasma não existe, mas é uma coisa que muita gente jura ter visto.
Não vivo no extremo da convicção religiosa que afirma existir deus, mas também não me encontro no pólo da negação ateia de dizer que ele não existe.
Se por um lado é fantasia acreditar que um ser do nada surgiu para então do nada criar tudo, por outro, é mágica a idéia de que do nada tudo se fez sozinho através de uma explosão.
Creio e tenho fé na duvida, mas duvido da certeza da fé.
Creio no não saber, tenho como resposta a não resposta, minha convicção é a não convicção, meu caminhar é pelas sombras escuras do mistério da vida, navegando pelo oceano das incertezas, trilhando o caminho espinhoso e pedregoso da existência.
Minha sina é não poder saber, se quer ter certeza do que acontecerá após a morte.
Mas ao mesmo tempo em que a morte é um enigma não desvendado por nós, apenas crido e esperado por uns, negado por outros, é por mim anulado tanto a certeza que diz para mim o que será, quando a negação que diz que nada depois existirá.
Tenhamos calma, não precisamos nos desesperar, cada coisa ao seu próprio tempo, um dia iremos morrer e ai, ou saberemos por continuar tendo consciência, ou saber por justamente não saber por não termos mais consciência, justamente por não mais continuarmos existindo.
Vivo uma vida de anulação de deus, não afirmando sua existência, como também não afirmando sua negação, mas antes, não pensando mais sobre ele, se quer vivendo preocupado ou tendo uma obrigação moral para com ele.
Acho até ser mesmo de sua vontade, se é que ele tem vontade, e ainda mais se é que ele é ele, pois não quis se revelar, mostrar sua cara, manifestar sua presença, fazer ouvir sua voz, compreendida sua existência.
Só sei que quando me dei conta do “meu crer na descrença e minha descrença no crer”, me tornei livre para pensar sem os cabrestos obscurecidos da religião. Agora nunca mais serei um escravo tendo um senhor e mestre para comandar minha vida, eu sou meu próprio deus, como meu próprio demônio, onde posso criar como também destruir minha vida. Meu destino, minha sorte, como meu trilhar pelos caminhos da vida, são totalmente de minha escolha e decisão. Assim sendo, fantasmas, deuses e demônios representam apenas mitos criados pela fértil imaginação humana.
A única coisa que agora espero mesmo, desejando ardentemente é demorar em descobrir isto tudo, pois isto significará que vivi bastante....deus, anjos, demônios, vida após a morte, podem esperar mais um pouco, agora o que eu quero é somente viver esta vida sem me preocupar com o que será depois dela, pois pode ser que nunca venha descobrir.
Mas também não sou contra as pessoas que vivem dizendo que sente, pensam, vê e até que escutam sua voz, afinal fantasma não existe, mas é uma coisa que muita gente jura ter visto.
Não vivo no extremo da convicção religiosa que afirma existir deus, mas também não me encontro no pólo da negação ateia de dizer que ele não existe.
Se por um lado é fantasia acreditar que um ser do nada surgiu para então do nada criar tudo, por outro, é mágica a idéia de que do nada tudo se fez sozinho através de uma explosão.
Creio e tenho fé na duvida, mas duvido da certeza da fé.
Creio no não saber, tenho como resposta a não resposta, minha convicção é a não convicção, meu caminhar é pelas sombras escuras do mistério da vida, navegando pelo oceano das incertezas, trilhando o caminho espinhoso e pedregoso da existência.
Minha sina é não poder saber, se quer ter certeza do que acontecerá após a morte.
Mas ao mesmo tempo em que a morte é um enigma não desvendado por nós, apenas crido e esperado por uns, negado por outros, é por mim anulado tanto a certeza que diz para mim o que será, quando a negação que diz que nada depois existirá.
Tenhamos calma, não precisamos nos desesperar, cada coisa ao seu próprio tempo, um dia iremos morrer e ai, ou saberemos por continuar tendo consciência, ou saber por justamente não saber por não termos mais consciência, justamente por não mais continuarmos existindo.
Vivo uma vida de anulação de deus, não afirmando sua existência, como também não afirmando sua negação, mas antes, não pensando mais sobre ele, se quer vivendo preocupado ou tendo uma obrigação moral para com ele.
Acho até ser mesmo de sua vontade, se é que ele tem vontade, e ainda mais se é que ele é ele, pois não quis se revelar, mostrar sua cara, manifestar sua presença, fazer ouvir sua voz, compreendida sua existência.
Só sei que quando me dei conta do “meu crer na descrença e minha descrença no crer”, me tornei livre para pensar sem os cabrestos obscurecidos da religião. Agora nunca mais serei um escravo tendo um senhor e mestre para comandar minha vida, eu sou meu próprio deus, como meu próprio demônio, onde posso criar como também destruir minha vida. Meu destino, minha sorte, como meu trilhar pelos caminhos da vida, são totalmente de minha escolha e decisão. Assim sendo, fantasmas, deuses e demônios representam apenas mitos criados pela fértil imaginação humana.
A única coisa que agora espero mesmo, desejando ardentemente é demorar em descobrir isto tudo, pois isto significará que vivi bastante....deus, anjos, demônios, vida após a morte, podem esperar mais um pouco, agora o que eu quero é somente viver esta vida sem me preocupar com o que será depois dela, pois pode ser que nunca venha descobrir.
Por: Marcio Alves


