quarta-feira, 4 de abril de 2012

“Questões acerca da morte” (parte 1)




Por:  Edson Moura

A filosofia, ao contrário do que muitos imaginam, não deve ser complicada, ao invés disso, ela deve ser o mais objetiva possível, sem palavras difíceis, que muita das vezes estão ali presentes nos artigos filosóficos apenas para dar um ar de intelectualidade ao autor. Costumo escrever muito sobre morte, o que me rendeu um rótulo de pessimista, ou mórbido, desiludido ou decepcionado da vida, ou seja, uma pessoa propensa ao suicídio. Pois bem, que pensem o que quiserem. Não me importo (muito) com esses detalhes. Enquanto vão me tachando de frustrado eu vou vivendo e sorvendo cada minuto da minha existência como se não fosse haver outros mais. 

Muitos dizem (eu inclusive) que a morte faz parte da vida, o que não soa muito correto se for sermos rigorosos com os termos. Ninguém que ainda esteja vivo, (eu, você que está lendo, todos nós) experimentou de fato o que é morrer. A morte é o fim de um processo orgânico, que ao cessar de pulsar como vida, se acaba, se extingue. Portanto, a morte faz parte do “além-vida”, a morte pertence apenas ao mundo dos mortos. O problema é que o mundo dos mortos faz parte do mundo dos vivos, seja no culto aos mortos, nos cemitérios, nos rituais fúnebres das tantas religiões, na poesia, na literatura, na saudade que fica ao perdermos um ente querido e na “esperança de um dia o encontrarmos novamente na eternidade”. É aqui que entra a Filosofia.

domingo, 1 de abril de 2012

Afinal, porque somos todos assim?


Por: Marcio Alves

Será mesmo que agimos só pela vontade e/ou razão? (“fiz porque gosto ou porque quero”) Quando uma pessoa diz que gosta mais de um tipo de comida do que de outra, de um lugar do que de outro, ou de uma pessoa mais, ou menos, que de outra, ou qualquer outra coisa é “porque gosta” e ponto final? E no caso de ter aversão, de não fazer ou ter determinado comportamento, é porque simplesmente decidiu?

O que esta realmente por trás de todo comportamento humano? Será que somos livres para fazer/ter o comportamento que desejarmos?

domingo, 18 de março de 2012

Coisas para dizer ao meu filho antes de morrer (parte2): meu afeto

Por: Marcio Alves

"(...) a vida é feita de fases, se você pular algumas dessas fases, a vida lá na frente te cobrarás e terás que de algum jeito viver ela"
Filho, tenho muitas coisas para te dizer ao longo de uma vida, mas não sem se isto será possível, pois as vezes a vida não espera você, e agora, não tens idade para uma conversa franca e verdadeira, pois não entenderias, e mesmo se entendesse, não suportaria agora, pois a vida é feita de fases, se você pular algumas dessas fases, a vida lá na frente te cobrarás e terás que de algum jeito viver ela.

sábado, 3 de março de 2012

"Precisamos falar sobre o Kevin"

Por: Marcio Alves

Sempre achei que o ser humano não fosse totalmente bom, mas nunca pensei que chegaria ao extremo de enxergá-lo como “ovelha puramente negra”. E olha que eu combatia ferozmente o conceito tradicional cristã de “pecado original” e “queda” – tudo bem que essa estória (sem “h”) de que por causa de Adão e Eva, o mundo todo como o ser humano esta em treva, não passa de “historinhas infantis”, mas o conceito do ser humano mergulhado no “pecado” e que está irremediavelmente “perdido” é muito ilustrativo e valido, como metáforas para mostrar a natureza má e sem solução do ser humano.