sábado, 26 de setembro de 2009

Liberte-se da Manipulação dos "evangélicos!" (Parte I)




Por: Marcio Alves


“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Autor: Jesus Cristo)

É próprio da maioria dos sistemas religiosos, cometerem abusos, violência espiritual. Usando de manipulação e muitas vezes até de coerção. São duas, as palavras, que nós precisamos saber para podermos entender este tema.

1- ABUSO (VIOLÊNCIA) ESPIRITUAL: É o uso inadequado do poder. O problema não está no poder, mas sim, em como usar este poder.
As igrejas e/ou líderes, cometem abuso (violência), quando tentam manipular as pessoas.


2- MANIPULAR AS PESSOAS: É instrumentalizar, como se fossem mero objetos.

A novidade, que não é novidade, é que, os “evangélicos” estão cada vez mais, usando desta arma, para conseguir arrastar multidões para as suas igrejas. A lamentável lógica religiosa é a seguinte: “Quanto mais pessoas vierem á igreja, mais dinheiro se tem”.

Já de antemão quero esclarecer que:

1- Nem toda igreja e/ou líder comete violência espiritual.
2- E as igrejas e/ou líderes que usam deste artifício, não cometem o tempo todo, a todo o momento abuso espiritual.
3- Não quero que você saia da sua igreja, tenho outra proposta, que estarei dando no final da outra postagem: “Liberte-se da Manipulação dos “evangélicos”! (Parte I I)


Esclarecido possíveis dúvidas, vamos ao diagnóstico que visa responder a seguinte pergunta:

Como faço para saber se minha igreja ou meu líder esteve e/ou está em algum momento cometendo abuso espiritual?

Eis a resposta:

Os 3 principais pilares da violência espiritual:

1- Controla as ações através de:

A- Medo.

Toda igreja que manipula seus membros, o faz através do medo.
Seja este medo qual for, desde o medo do devorador, que virá, se a pessoa não der (ou pagar como costumam usar hoje em dia) o dízimo, até mesmo o medo do inferno.
Apelos e chantagens emocionais tais como, se não orar, deixam de receber a benção, se quebrar a campanha, vem maldição, se não der o dízimo, o devorador – que segundo alguns líderes, é o diabo – vai devorar sua renda, (sendo que biblicamente, o devorador era um gafanhoto que devorava literalmente as plantações dos israelitas) se não vier à igreja, vai queimar eternamente no inferno, deixar de vir ao evangelismo – que muitas vezes, não passa de proselitismo – “Deus vai cobrar”, e muitos outros, (Você tem mais? Aceito sugestões!) não passa de manipulação pelo mecanismo do medo.

B- Ameaças:

E isso, já é antigo, vem lá da época medieval, quando as pessoas não tinham conhecimento – como nós temos hoje – e tudo que lhes sobrevinha, acreditava-se que vinha de Deus como castigo.
Pestes, furacões, terremotos, maremotos, secas ou enchentes, que antes se pensavam que era a “ira de Deus”, hoje é sabido que não passava de fenômenos naturais. Inclusive, é possível através da tecnologia e da ciência, poder até prever alguns desses acontecimentos naturais.
Portanto o velho chavão: “Se você fizer ou deixar de fazer.......Deus vai pesar a mão”, não passa de manobra para domesticar as pessoas.
Não podemos pressionar as pessoas com medos, ameaças e culpas, mas antes, tentar conscientizá-las.

C- Culpa:

Antes de explicar como os manipuladores, usam da culpa para controlar as pessoas, permita-me fazer apenas uma colocação: Nem toda culpa é ruim, aliás, tem culpa boa e má.
Culpa boa, é aquela culpa que vem da nossa consciência, que nos mostra que erramos e precisamos corrigir-nos.
A culpa como manipulação é aquela que vem externamente, seja da igreja ou sociedade, esta sim é má.
A culpa produzida pelo Espírito Santo brota de dentro para fora, e visa nossa restauração.
A culpa dos religiosos visa nossa condenação.
Esta arma é quase que infalível, porque, quem é que não tem pelo menos uma culpazinha no cartório? Ou como disse Jesus para aqueles homens que queriam apedrejar a mulher adúltera: “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra.”
Por isso é fácil e indigno, manipular as pessoas através da culpa.
O Evangelho de Cristo veio para nos libertar de toda culpa e condenação, mas as “igrejas” vieram para nos prender.


(Continua..............)

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Liberte-se da Manipulação dos "evangélicos”! (Parte II)




Por: Marcio Alves



(Atenção! Atenção! Por favor, leia a primeira postagem: “Liberte-se da Manipulação dos “evangélicos”! (Parte I) para que você possa entender a linha de raciocínio desta conclusão)

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Autor: Jesus Cristo)

2- Controla as idéias.

Isto ocorre quando somos obrigados a pensar dentro de uma “caixa”. A “verdade” não é propriedade de nenhum seguimento religioso ou evangélico.
Aliás, a Bíblia é inspirada, mas a sua interpretação muitas vezes não.
Pois há muitas interpretações divergentes uma com a outra, de vários grupos religiosos, e todos com base na Bíblia, portanto, mesmo o argumento tendo fundamento na Bíblia, não é suficiente a segurança de que esteja correto. Se alguém e/ou grupo religioso afirmar ser detentora da verdade, de que sua interpretação é a única infalível, de uma das duas hipóteses; ou a pessoa e/ou grupo não conhece nada de teologia e da história milenar do Cristianismo, (pois diferentes estudiosos em diferentes épocas discordaram um do outro em algum ponto) e por isso erram ao fazer com que seus seguidores pensem que estejam seguindo um conceito infalível ou pior ainda, tem muito, mas muito mesmo conhecimento, e sabe que toda a sua teologia não está 100% correta, mas para manipular as pessoas, diz-se que só lá é possível encontrar a “verdade absoluta”.

A maioria dos seguimentos religiosos tem por objetivo, fazer com que as pessoas pensem igual, só que isso é coisa de máquina, não de ser humano.
Nesses ambientes as pessoas estão sendo desencorajadas a questionar e pior ainda discordar. É lamentável ver que até os obreiros são ensinados a memorizar conceitos, e não formá-los.
Parecem mais papagaios eclesiásticos.
Infelizmente muito da teologia clássica, esta engessada.
Não fomos chamados para ser um eco, mas para sermos vozes!
Não podemos “robotizar” as pessoas.

3- Controla os relacionamentos.

A- Relacionamentos conjugais.
A igreja não pode dizer para os casais quando e porque separarem. Isso tira das pessoas, o direito de decidir.
Pior ainda, é dizer como as pessoas devem ter relações sexuais.
Isso compete ao casal, e ninguém ou organização tem o direito de intervir.

B- Relacionamento com o próximo.
Em muitos ambientes legalistas, onde impera a rigidez, ocorre o patrulhamento ou policiamento dos membros.
Não fomos chamados para vigiar o nosso irmão, mas para amá-lo.

C- Relacionamento com a igreja.
Muitos entendem (muitas vezes, tendenciosamente) que buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, é trabalhar para a igreja, cumprindo a programação da igreja. Nessa compreensão, ficam reféns da instituição religiosa.
Esquecem-se que não somos nós quem devemos servir a igreja, mas a igreja é que deve nos servir.

D- Relacionamento consigo mesmo.
Esta imagem de que somos miseráveis e totalmente perdidos, gera nas pessoas uma baixa auto-estima.
Faz com que a pessoa não consiga se aceitar, e precise constantemente usar mascaras para se proteger das outras pessoas. Daí a imagem que alguns líderes nutrem de si mesmos e pior ainda, passam para os membros..........a de Super-Espiritual.

E- Relacionamento com o “mundo”.
Essa idéia de que o mundo é nosso inimigo, de que tudo que está no mundo é do diabo e que não somos deste mundo, por isso devemos pensar só no céu, é uma das grandes distorções evangélicas, que tem prejudicados milhões.
As pessoas não entendem – pois são ensinadas de maneira errada – que, quando a bíblia afirma que o mundo jaz no maligno, ela faz alusão ao sistema do mundo. A corrupção e a imoralidade, e não aos prazeres, músicas, teatros, poemas em fim, as artes que compõe a nossa cultura, e que veio de Deus, pois foi ele quem nos criou assim, e nos deu sabedoria para criar muitas outras coisas as quais devemos desfrutar.

F- Relacionamento com Deus.
Muitas instituições, têm se colocado – a exemplo da igreja católica – como intermediadora entre Deus e as pessoas.
Fazendo com que elas pensem, que para ter contato com Deus só é possível através da igreja.
Se não forem à igreja, não tem como ter um relacionamento com Deus. Esta é a manipulação mais grave de todas.
A pessoa fica submissa á igreja, dependente como uma criança da instituição.
A igreja não é a intermediária entre Deus e os homens, pois só há um mediador.......Jesus Cristo!


Uma constatação:
Sempre existirão manipuladores, pois nunca faltarão manipulados. Isso é um circulo vicioso, se tem manipulados, tem manipuladores, e sem tem manipuladores, tem também manipulados.

Eis a proposta para quem está em uma igreja em que há manipulação:

1- Para os lideres:

Cometam suicídio organizacional!
Não há outra saída!
Preguem na contramão do sistema religioso.
Mesmo que isto signifique ir contra o ministério.
Para isso você terá que fazer uma difícil escolha.....abrir mão do “status quo” que a religião oferece.

Prefira agradar a Deus mesmo que isso lhe leve a desagradar os homens. A não ser que você seja como um dos religiosos no tempo de Jesus que: “Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” (Jo 12 v 42-43)


2- Para os membros:

Cometam suicídio comunitário.
Comecem a questionar tudo o que fala o pastor.
Se não concordar com algo, discorde abertamente.
Cause impacto na sua comunidade.
Proponho que sejamos Sal dentro do saleiro!

Existem muitos membros e líderes que são reféns do sistema religioso, por isso, seja um irmão e amigo, se vir ou ouvir alguma coisa errada, fale, questione, ouse dar sua opinião. De uma oportunidade para as pessoas mudarem de conceitos.

Pois afinal de contas, a verdade não tem medo de ser questionada, por ser verdade!

E finalmente lembre-se de que.......”Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” (Autor: Apostolo Paulo)




Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Esta mensagem é pra você?"


Por: Edson Moura

Estou interrompendo uma seqüência de mensagens onde eu expunha alguns líderes evangélicos que, a meu ver, praticam atos merecedores de denuncia. Faço isso porque desconfio que alguns irmãos que lêem essas mensagens devem ficar com algumas dúvidas ou acham que talvez eu estivesse dando um “tiro no pé”, falando contra a própria fé que eu defendo. Como disse A. W. Tozer: “O evangelho nunca sofre danos reais, ao menos que ele seja atacado por aqueles que o defende”. Desculpem-me os admiradores de Tozer, (e eu sou um deles) mas eu não concordo totalmente com essa afirmação.

Penso sim, que devamos fazer uso de nossa razão, para protestar contra atitudes que venham a envergonhar o verdadeiro Evangelho de Cristo. Homens deram suas cabeças para serem cortadas, acreditando num ideal, o ideal de Jesus. Mas o que está acontecendo hoje, é que estão destruindo com o verdadeiro motivo de Deus ter entregado seu filho Jesus, pra morrer por nossos pecados. E eu me nego a ficar calado diante das vergonhosas manipulações que líderes de muitos ministérios vêem praticando. “Protestar está em meu sangue!”

O que escrevo, pode parecer duro demais hoje, mas chegará um dia que muitos também vão aderir a esta forma de pensar. Isso vai acontecer não porque eu penso assim, mas sim porque o Senhor Jesus pensava dessa maneira. Vou dizer pra vocês leitores, para quem é que eu escrevo as minhas mensagens:
Escrevo minhas idéias (e muitas vezes nem sei se são minhas mesmo), com um público leitor específico em mente.Minhas mensagens não são para os superespirituais.

Não são para os cristãos musculosos que têm como herói, seus respectivos “apóstolos”, e não a Jesus o sofredor, o filho de Deus.

Não são para acadêmicos, que usam um linguajar que muitas vezes meus irmãos mais simples nem entendem, e vivem aprisionando Jesus na “torre de marfim” da exegese.

Não são para os místicos de capuz que querem mágica na sua religião e pensam que Deus só estará presente onde houver muitos sinais, fogo descendo do céu, gente caindo ao chão numa gritaria desordenada e “profecias”.

Não é para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação, que em minha opinião são as favelas, cortiços e cadeias, aonde nossos irmãos vão perecendo e cada vez mais, cultivam um ódio crescente contra seus pares.

Não são para os legalistas que se gabam com o jovem rico dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha juventude", e que carregam sobre os ombros uma sacola de honras, diplomas e boas obras, crendo que efetivamente chegaram lá.

Não são para os destemidos que nunca choram, porque são: “Mais que vencedores”. E nessa busca por espiritualidade, acabaram perdendo sua sensibilidade com o drama do próximo.

Minhas mensagens são escritas para os dilapidados, os derrotados e os exauridos, sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso da mala pesada de uma mão para a outra.

Elas são para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável de Deus.

São para os discípulos inconsistentes e instáveis (como Pedro), cuja azeitona vive caindo para fora da empada.

São para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados (assim como eu).

São para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus, e também para gente inteligente,que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas.

A maior parte das minhas mensagens eu escrevo para mim mesmo, e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao longo do Caminho, inconformados com o que se tornou hoje....a “Pregação do Evangelho”

Conto a história daquele pecador notório, que foi excluído e proibido de entrar na igreja.

Ele levou as suas dores a Deus e disse:
— Eles não me deixam entrar, Senhor, porque sou um pecador.
— Do que é que você está reclamando? — Disse Deus. — Eles também não me deixam entrar.

Quando sou honesto comigo mesmo, admito que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, tenho esperança e sinto-me desencorajado, amo e odeio, sinto-me mal quando me sinto bem, sinto-me culpado por não me sentir culpado. Sou confiante e desconfiado. Honesto e ainda assim insincero.

Simplesmente sou um Cristão protestante!

Que nosso Deus continue me abençoando, com vocês na minha vida, meus irmãos em Cristo

domingo, 20 de setembro de 2009

5 Conselhos para os Pregadores


Por: Marcio Alves


Apesar de minha pouca experiência como pregador, (aproximadamente uns 14 anos) gostaria de atrever-me a dar alguns conselhos para quem quer seguir a vocação de pregador.

Conteúdo da mensagem a ser pregada:

1- Toda mensagem mesmo bíblica, tem que ter conexão com a realidade da vida.

Seguindo este critério, não basta estar “escrito”, tem que ter respaldo no chão da existência humana. Mesmo que esteja escrito, é preciso contextualizar. Não podemos fechar os nossos olhos para a realidade da vida. Se não, nossa mensagem não terá relevância no meio onde vivemos.

Exemplo 1: No livro de Isaias, tem uma promessa que diz: “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.”
Mesmo estando escrito, não podemos afirmar que: Quem servir a Deus, terá sempre do bom é do melhor dessa terra.
Pois isso na prática não funciona.
Uma possível interpretação seria de que, essa promessa se referia a Israel, pois a eles, Deus tinha prometido uma Canaã que manava leite e mel de verdade. Em relação à igreja – portanto, a nós hoje – nossa Canaã, é a pátria celestial.

Exemplo 2: Jesus disse que: “Tudo que pedires no meu nome, eu darei”. Será que Jesus queria que nós levassemos ao "pé da letra"o que está escrito, que tudo que pedirmos em seu nome, nós receberemos? Tudo mesmo?
Vamos de novo recorrer ao grande interprete da bíblia......a vida.
Quantas orações em nome de Jesus, não são feitas, para se ter o melhor carro, casa e em fim, muitos bens materiais, mas quantas pessoas de fato, são, digamos premiadas.
Porque as igrejas seguem a lógica do bingo, muitos participam, mas só poucos é que são premiados.
Além do mais, sabemos que se Deus desse, muitas coisas do que nós pedimos a Ele, o mundo viraria uma bagunça. (Para uma melhor análise do assunto, ler a postagem; “Resposta ao internauta”, onde esclareço esse tema)

Então, uma possível interpretação, para o “tudo que pedirmos” em nome de Jesus, seria colocar-se como representante de Jesus, ou seja, pedir como Jesus pediria, dentro dessa lógica, antes de pedirmos qualquer coisa para Deus, deveríamos pensar se Jesus estivesse no meu lugar, o que ele pediria? Nesse caso, não precisamos imaginar muito, basta ler os evangelhos, e verificar qual era o conteúdo das orações de Jesus.
Em nenhum momento, Jesus realizou milagres para si mesmo. Suas orações não eram voltadas para si, e sim, para o Pai em favor dos outros.
Logo, seguindo o exemplo de Jesus, não pediríamos nada para nós, aliás, deixaríamos de ser o centro das orações, tudo que pedíssemos seria em favor das outras pessoas, e em relação a nós seria, para que fossemos transformados na imagem de Cristo, para que sejamos a resposta de Deus ao mundo. Dentro desse princípio, tudo que pedirmos em nome de Jesus, Ele nos dará. Como posso pedir um carro ou celular para Deus, enquanto tem milhões de pessoas sem ter o que comer?

Então ouso afirmar que: não é a bíblia que interpreta a vida, mas ao contrário, logo para afirmar qualquer tese, não bastaria “estar escrito” em papel, mas em vida, porque até Jesus, é chamado de verbo encarnado.

2- Toda mensagem para ser verdadeira, precisa ser verdade, para qualquer época, lugar e pessoas.

Ao preparar uma mensagem que deverá ser escrita ou pregada, faça a seguinte pergunta: “Ela pode ser dita em qualquer lugar, para qualquer pessoa?" Exemplo: Teologia da prosperidade, pode ser pregada ás pessoas que morrem de fome, sem ter o que comer, lá na África? Se não há lógica em prometer carro, casa e dinheiro para os africanos, também não podemos pregar para os Brasileiros, que tem mais possibilidades (estruturas) e não o "favor" divino. O mesmo princípio se aplica à cura divina. Pode se pregar promessas irresponsáveis de curas em hospitais, como por exemplo, do câncer, de aidéticos ou portadores da síndrome de down? Se não é sensato falar de curas nesse tipo de ambiente, (onde é mais necessário, diga-se passagem) não se deve embasar toda mensagem nessa "possibilidade rara".

3- Abandone toda mensagem que gere fatalismo.

Há uma discussão de cunho teológico, que atravessa milênios.
Começou (se não estou enganado) com Pelágio e Agostinho.
Seria: Soberania de Deus versus livre-arbítrio.
Até que ponto Deus seria Soberano? Aliás, para começar, o que se entende por Soberania de Deus? E, nós somos realmente seres livres? Ou tudo que fazemos, fazemos porque Deus pré-determinou?

Realmente, existem alguns assuntos, que são muito difíceis, principalmente por que há teólogos de peso que defendem as duas vertentes. E a bíblia parece-me que, dar respaldo para os dois lados da moeda. Mesmo assim quero deixar uma pequena contribuição para os pregadores.

Eis a minha frágil e pequena proposta:

Abandone o determinismo teológico.
Pregue a responsábilidade humana.
Pregue como se tudo dependesse do seu ouvinte.
Ajude as pessoas que te ouvem, serem mais maduras, a tomarem decisões, a não esperarem que Deus resolva tudo, irem à luta, a serem responsáveis e crescerem.
Afinal de contas, eu prefiro viver, como se tudo dependesse de mim, e ao chegar ao céu, Deus me dizer, que tudo Ele "micro-gerenciava" e, portanto, nada do que fiz e pensei, fui eu, mas foi Ele.Do que, acreditar que Ele tudo manipula, e correr o risco de cruzar os braços, esperando que Ele faça tudo, e ao chegar ao céu, Deus me dizer, que tudo dependia de mim.
Com toda certeza, eu não vou ficar triste se a primeira opção for verdadeira, mas se a segunda for eu me arrependerei por toda eternidade.Eu sei que há mistérios que nós, só saberemos plena e claramente, no último dia. Agora, entretanto, cabe a nós decidirmos, de que maneira viveremos, e/ou ajudaremos as pessoas a viverem. Lembrem-se: "As suas atitudes, são definidas pelas suas idéias, conforme você pensa você age".

Logo, abandone toda mensagem que gere fatalismo!



4- Abandone toda mensagem pessimista que negue a esperança.

Jogue fora, essa idéia do homem que foi pintada na era medieval, de que o mundo está totalmente perdido, que o homem está totalmente e irremediavelmente perdido, que nós somos perversos. Que não há bondade alguma no ser humano.
Esse pessimismo rouba das pessoas não somente a esperança, mas também a dignidade. Pois até o “pior” ser humano, ainda é capaz de praticar atos bondosos e misericordiosos. Vou um pouco mais além, quando percebo, que há muitas pessoas não convertidas, que fazem muito mais coisas boas do que muitos “evangélicos”.

A lógica é a seguinte: Se o mundo está perdido, e é alvo do castigo vindouro de Deus, porque então lutar por um mundo melhor?
Percebam que esse tipo de mensagem anestesia as pessoas e impedem que elas lutem por um mundo melhor.

5- Pregue os princípios e valores do Reino de Deus.

A bíblia e principalmente as palavras e atos de Jesus, são princípios e valores do Reino de Deus, que nós devemos aplicar em nossas vidas e pregações. Isso sim é a grande inspiração de Deus. O que adianta dizermos que a bíblia é inspirada, se deixarmos ela empoeirada na estante de casa?

Inclusive, permita-me ser mais ousado: Até mesmo – na melhor das hipóteses – a forte ênfase da pregação no céu está, digamos, incompleta. (nem vou falar da tal teologia da prosperidade, porque essa nem considero mais “distorção do evangelho”, para mim, é outra coisa, que não tem nada a ver com o Evangelho, um verdadeiro estelionato – promessas irreais, que não podem ser cumpridas) Os ensinos de Jesus, na sua grande maioria, visavam aqui e agora, são princípios que devemos aplicar agora em nossas vidas. (percebam, que muitas vezes no Evangelho de João, quando Jesus falava a respeito da vida eterna, Ele dizia no verbo presente: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna” (Jo3v36) Ele não disse terá a vida eterna, mas disse tem a vida eterna)

Não devemos jogar para eternidade, as mudanças que já precisamos fazer em nosso caráter. Precisamos ser aqui, bons pais e mães, filhos e irmãos, amigos e vizinhos, ser sal e luz do mundo no presente século.

Se você fosse pregar na época da escravatura, para um negro que estivesse sofrendo abusos, e dissesse para ele agüentar firme, pois logo estaria no céu, isso roubaria dele o direito de lutar pela vida, o anestesiando.
Concordo com o Pr. Ricardo Gondim quando diz para as pessoas não se preocuparem com o céu, mas antes com a vida aqui, porque – segundo ele – se nós vivermos uma vida digna, com os valores do evangelho, o céu será conseqüência.

Enfim, caro amigo e visitante desse blog, se for pregar, pregue o Evangelho, que são princípios e valores de Reino de Deus.
Mahatma Gandhi, a Grande Alma da Índia, que não era cristão, afirmou que se todos os livros sagrados da humanidade se perdessem, mas não O Sermão da Montanha, nada se teria perdido. Quando nos unirmos – disse ele – com base nos ensinamentos de Cristo no Sermão da Montanha, teremos solucionado os problemas, não só de nossos países, mas do mundo inteiro. Os ensinamentos de Jesus sobre o amor, se aplicados, podem sanar os males da humanidade.

Pois façamos dessa utopia, o nosso grande alvo de pregação e vida.


Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.