domingo, 7 de julho de 2013

Escrito por mim em 28/01/2010 ás 21:32 hrs e somente postado hoje 07/07/2013



A aceitação de si para si mesmo


Por: Marcio Alves

A busca pela aceitação na caminhada do processo de viver a vida existencial existindo em vida no caminho da aceitação é o grande alvo humano no contexto da humanidade humana de aceitação dos aceitados pela aceitação da maioria dos aceitados.

Ser aceito é o premio desejado por quem deseja a aceitação. Aceitamos a aceitação dos outros sem aceitarmos nossa própria aceitação de nós e para nós mesmos. Mas nisto reside o grande problema da problemática do problema social-cultural-da-aceitação. Pois deixamos de ser e fazer por puro desejo de ser aceito, si sendo e fazendo o que não é, e não deseja fazer.

Mas também somos culpados pela culpa da culpabilidade de nós mesmos, pois aceitamos o padrão da aceitação do outro, como aceitação única, sem nós darmos conta que, aceitação da aceitação é ser aceito por nós, nos aceitando com nossa aceitação sem precisar ser aceito sendo outro que não nós mesmos pela aceitação dos aceitados despersonalizados pela aceitação da maioria dos aceitados.

Precisamos reconhecer que nossa aceitação vem primeiro, pois se não aceitarmos a nossa própria aceitação nos aceitando, como poderemos ser aceitos pelos outros aceitados pela aceitação dos aceitos?

Aceitação da aceitação é ser aceito por si, podendo ser aceito pela aceitação dos aceitados, sem precisar ser preciso ser aceito pela aceitação dos aceitados, pois nos aceitamos do jeito que somos e fazemos.

A contradição das contradições está em si fazer deixando de si ser, pelo fazer por fazer para ser aceito pela aceitação, sendo que o próprio Deus nos aceita sem sermos aceitos pelos outros, pois o seu aceitar é sem descriminalização e preconceito de obras meritórias, pois está baseado na graça da aceitação pela graça de aceitar os que não podem e não são aceitos pela aceitação popular.

O Deus da parábola de Jesus é o Deus da aceitação que aceita todos sem precisar ser preciso ser aceito, pois aceita sem aceitamento, todos que desejam ser aceitos por Deus, que não aceita o que se não é, e o que si faz se si ser, pois o ser da aceitação divina, é aceitarmos nós mesmos pela nossa aceitação de si ser e fazer, aceitando o nosso fazer e ser, pois somos aceitos pela aceitação de Deus.

Escrito por mim em 28/01/2010 ás 21:32 hrs e somente postado hoje 07/07/2013

sábado, 6 de julho de 2013

Etimologia das expressões: "Quem em boca VAI à Roma" ou "Quem tem boca VAIA Roma"?


Durante os primeiros séculos depois de nosso "Jesus cristin", o Império Romano era considerado a maior potência mundial, tipo, EUA hoje. Era de Roma que vinham as principais influências religiosas, culturais e financeiras. Porém, como diz o conhecido ditado popular: “tudo que sobe desce”, o colossal Império Romano foi "pras cucuia" (depois explico este ditado também, mas de antemão, digo que vem lá da terra de mau mano Eduardo Medeiros).

A ruína foi provocada principalmente, segundo vários historiadores, por grandes inflações promovidas por imperadores, enfraquecendo a moeda corrente e a acumulação de capital pelos mesmos e consequentemente, a baixa das condições financeiras do Império. Nessa época, acertadamente, todos que se indignavam com as formas de governo imperial vaiavam Roma.

Hoje, na nossa cultura, é comum vermos pessoas dizendo, equivocadamente: “Quem tem boca vai a Roma.” É um adágio que tem seus méritos. Eu mesmo, nos tempos de pregador do evangelho, dizia que a origem estava na Bíblia, pois o apóstolo Paulo só foi levado à Roma para ser julgado, e dali disseminar as boas novas do cristianismo, porque em determinado momento abriu a boca e disse que era cidadão romano, mas esta é outra história, para um outro por do Sol.

A interpretação errada tem lá seus fundamentos pois, valoriza as pessoas esforçadas e que não se envergonham de perguntar, afinal, quem pergunta e questiona consegue ir aonde bem quiser, não só à Roma. Todavia, não podemos deixar de dizer que a forma correta desse ditado é: “Quem tem boca vaia Roma.” É justamente isso que as pessoas faziam em relação aos “deslizes” dos imperadores e as formas de governo que definhavam o império: vaiavam Roma.

Quero usar esse ditado para chamar a atenção para a nossa cultura: O que teríamos que vaiar hoje? Aliás, o povo tem saído às ruas e não só tem vaiado, também tem gritado, lutado e destruído e exigido seus direitos. Bem que poderíamos usar um novo slogan para nossos cartazes feitos de papel, que é o seguinte: Quem tem boca "vai" ao Brasil, ou melhor, quem tem boca vaia o Brasil. Melhor do que aqueles tirados das propagandas de whisky "O gigante acordou"

Etimólogo cético, Edson Moura

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pedofilia não é crime! Ou pelo menos não deveria ser.



Respeitar a maneira como o "outro" sente ou se proporciona prazer deveria ser uma atitude aceitável em nosso país laico. Quando digo pedofilia, gostaria que entendessem que estou falando exclusivamente do "transtorno", "distúrbio" ou "orientação sexual" do indivíduo. Sim, orientação sexual. A preferência por crianças nos parece uma coisa absurda, mas, a verdade é que boa parte dos homens sentem atração por meninas jovens (12 a 16 anos), o que não caracteriza a pedofilia, não no Brasil desde que a menina tenha 14 ou mais.

No entanto, a grande maioria ainda acredita que se um homem transar com uma menina de 14 é um pedófilo. Pior ainda, só o fato de sentir atração por adolescentes já é considerado crime. É um erro. Não se pune, ou não se deveria imputar culpa a uma pessoa que deseja algo que consideramos ilícito. Um exemplo disto é o homicídio. Não se pune alguém por desejar matar. Desejar é algo incontrolável. Levar a cabo o desejo sim é crime. O segurança do banco que deseja roubar aquele cofre abarrotado de dinheiro, comete algum crime? Não! Mas se roubar o dinheiro, cometerá crime.

Não se sabe ao certo a ocorrência da pedofilia. Alguns estudos afirmaram que ao menos 1/4 de todos os adultos do sexo masculino podem apresentar algum excitamento sexual em relação a crianças. Um estudo realizado por Hall, G. C. N. da Universidade Estadual de Kent, por exemplo, observou que 32,5% de sua amostra (80 homens adultos) exibiram desde algum excitamento sexual até estímulo pedofílico heterossexual, igual ou maior do que o excitamento obtido com estímulos sexuais adultos. Kurt Freund (1972) notou que "homens que não possuem preferências desviantes mostraram reações sexuais positivas em relação a crianças do sexo feminino entre seis e oito anos de idade.

Em 1989, Briere e Runtz conduziram um estudo em 193 estudantes universitários, sobre pedofilia. Da amostra, 21% disseram ter alguma atração sexual para algumas crianças, 9% afirmaram terem fantasias sexuais envolvendo crianças, 5% admitiram masturbarem-se por causa destas fantasias, e 7% concederam alguma probabilidade de realizar ato sexual com uma criança, caso pudessem evitar serem descobertos e punidos por isto. Os autores também notaram que, dado o estigma social existente atrás destas admissões, pode-se hipotetizar que as taxas atuais possam ser ainda maiores, muito maiores.

J. Feierman (1990) estimou que entre 7% a 10% dos homens adultos possuem alguma atração sexual por crianças do sexo masculino.

O termo "crime de pedofilia" é frequentemente utilizado de forma equivocada pelos meios de comunicação. A lei brasileira não possui o tipo penal "pedofilia". A pedofilia, como contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente no crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) com pena de oito a quinze anos de reclusão e considerados crimes hediondos. Os meios de comunicação de forma insistente invocam como verdade a equiparação de uma condição psicológica com um ato criminoso.

Ter fantasias com adolescentes e até mesmo com crianças na fase pré-púberes não considero crime. Divulgar imagens de crianças em condições que as comprometam deve ser considerado crime, já manter em seu computador imagens das mesmas, e devidamente protegidas, não considero crime. Este argumento é frágil, eu sei, pois a proibição é uma das maneiras de controlar a sociedade para que ela não descambe para a barbárie, mas também sei que este argumento é válido, para proteger aqueles que escolheram ou nasceram com um jeito diferente de sentir prazer.

Filósofo cético, Edson Moura

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A corrupção


O meu povo perece por falta de conhecimento. Oséias 4:6

O versículo acima é uma verdade, e serve para todas a esferas da sociedade! Outro dia, Gilberto Dimenstein disse algo interessante: "O povo sente mais dor quando não tem instrução". Outra verdade! Todos reclamamos do SUS (concordo que seja péssimo), mas também, deixamos para ir ao médico quando a caso já degringolou. Quantos de nós faz um check-up semestral? Quantos de nós tomamos remédio sem receita? Quantas de nossas pobres mães já não guardaram aquele restinho de Amoxicilina (antibiótico) para uma eventual recaída, sem saber que este ato só irá fortalecer a bactéria? Quantos de nós nos preocupamos realmente com nossa alimentação, com o sedentarismo, tabagismo, "refrigerantismo" e "macdonaldismo"? Mas não era sobre isso que queria escrever quando peguei meu notebook.

Vou deixar aqui, uma relação dos crimes que são cometidos contra o povo brasileiro, e, se possível, gostaria que cada um que lesse, fizesse uma autoanálise, traçando um paralelo entre o delito cometido pelo funcionário público, e os nosso pequenos "delitos sociais". São eles:

CONCUSSÃO: de acordo com o descrito no Código Penal, é o ato de exigir para si ou para outrem, dinheiro ou vantagem em razão da função, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.

A pena é de reclusão, e vai de dois a oito anos. Há ainda a pena de multa, que é cumulativa com a de reclusão.

Quando cometido em prejuízo do Sistema Único de Saúde - SUS -, a competência para o processamento da ação penal que vise apurar responsabilidades é da justiça estadual. Isto, pois, em que pese o SUS ser mantido pela União, e de regra entes dessa natureza possuem o foro federal como o competente para julgamento de ações em que sejam parte, no caso, ocorre a exceção, visto ser o particular, bem como a administração pública, o protegido pela tipo, tão logo, sendo ele quem sofre a exigência (elementar do tipo: exigir).

PECULATO (APROPRIAÇÃO INDÉBITA): No Brasil, peculato é um dos tipos penais próprios de funcionário público contra a administração em geral, isto é, só pode ser praticado por servidor público, embora admita participação de terceiros.

Os verbos núcleos do tipo são "apropriar" ou "desviar" valores, bens móveis, de que o funcionário tem posse justamente em razão do cargo/função que exerce. A pena para este crime é de reclusão, de 2 a 12 anos, sendo a mesma caso o funcionário público não tenha posse do dinheiro, valor ou bem, mas o subtraia ou concorra para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, em virtude da facilidade decorrente do cargo que ocupa. O peculato é um crime próprio do funcionário contra a administração, diferentemente de Apropriação indébita que é praticada por qualquer pessoa contra o patrimônio.

PREVARICAÇÃO: É um crime funcional, praticado por funcionário público contra a Administração Pública. A prevaricação consiste em retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Importante ressaltar que não é admitida a modalidade culposa. Ao deixar de fazer algo que deve ser feito seguindo o princípio da eficiência e celeridade para satisfazer um interesse pessoal, esse comportamento é entendido juridicamente como dolo (intencionalidade). Pode ser classificado como omissivo, quando o funcionário deixa de fazer seu trabalho, ou comissivo, quando o funcionário intencionalmente atrasa a execução de seu trabalho. Cabe transação penal e sursis (Suspensão Condicional da Pena).

Deixei a prevaricação por ultimo, só para poder fazer um adendo. Todo "Poder" que sabe o que deve fazer para corrigir ou punir, e não faz, comete prevaricação, logo o Estado é um prevaricador contumaz.

Filósofo cético, Edson Moura